Descrição

A faixa mergulha fundo na realidade crua das ruas, narrando a experiência de alguém que viveu e presenciou o crime de perto. A letra expressa uma vida de perigos constantes, onde um erro pode custar caro e a morte é uma possibilidade sempre presente. O eu lírico afirma sua autenticidade e respeito conquistado, contrastando sua vivência com a daqueles que apenas “brincam” de bandidos. Há uma forte valorização da disciplina, lealdade aos seus e à sua origem, além de uma crítica a quem trai amigos ou não tem coragem para a real “fita”. A canção é um retrato visceral da sobrevivência em um ambiente hostil, onde a família é um limite sagrado e a honra é defendida com ferocidade. É um grito de quem sabe a diferença entre a vivência e a simulação.

Ahn!

 

Eu falo de crime que eu vi essa porra
Cê não sabe a metade do que foi minha vida (Pow, pow)
Era só um clique pra achar à saída, e uma oração que à morte seja bem-vinda (Wet?)
E se o arrombado roncar do meu lado
Nós puxa no peito e já vê qual que é a fita (Okay, okay)
Muito diferente da onde você vinha, um passo errado aqui custa uma vida

 

Nós dança de Glock com várias granada
Maldade na cara e os verme na mira (Pew, pew)
Só 66 nas vielas da vida (Skrr!)
Um toque no rádio já muda o meu dia (Wet?)
Hoje tá facin, nego anda armado
Mas quem tem coragem de puxar, engatilha (Argh!)
Isso tudo eu vi quando eu subi a Rocinha (Pow, pow)
Um cara falou que tem que ter disciplina (Wet?)
Ahn, eu não sou bandido, mas conheço vários que anda trajado com várias bandida (What, what, what?)
Eu sou respeitado porque eu sou a mesma fita (Okay, okay, okay)
Preto maloqueiro e louco pelo o Corinthinans
Se eles peitar, vão tão que chorar
Que os moloque do Fontalis são de pouca gracinha (Pow, pow)
Lembra que eu falei que tem que ter disciplina? (Uh! Wet?)
Desde muito tempo prego isso nas linha
É que esses louco acha que é bandido
Vivendo do crime do próprio amigo (Pew, pew)
Ó, nunca precisou trocar tiro e quer vir tirar uma comigo? (Wet?)
Eu fico louco só de imaginar que alguém tiraria algo do meu filho
Ó, viraria meu inimigo (Okay), ahn, eu pagaria por um tiro! (Ahn)

 

Eu falo de crime que eu vi essa porra
Cê não sabe a metade do que foi minha vida (Pow, pow)
Era só um clique pra achar à saída, e uma oração que à morte seja bem-vinda
Se o arrombado roncar do meu lado
Nós puxa no peito e já vê qual que é a fita
Muito diferente da onde você vinha, um passo errado aqui custa uma vida (Okay! Pow, pow, pow!)

A letra emprega gírias e expressões que contextualizam a narrativa no universo do trap e da vida periférica. Termos como “arrombado”, um xingamento pejorativo, e “qual que é a fita” ou “ser a mesma fita”, que denotam “qual é a situação” e “ser autêntico” ou “manter-se fiel”, são centrais. “Os verme” é uma designação depreciativa para a polícia, enquanto “66” parece ser um código ou referência interna da rua. “Trajado” descreve alguém bem vestido no estilo street, e “bandida” se refere à mulher que acompanha ou se identifica com o estilo de vida marginal. “Maloqueiro” designa com orgulho alguém da periferia com atitude, e “peitar” significa confrontar ou desafiar. Por fim, “pouca gracinha” é uma forma de dizer que não se tolera brincadeira, e “tirar uma” é provocar ou iniciar um conflito.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música