Descrição

A faixa nos joga direto na realidade de um mundo onde o luxo e a violência caminham lado a lado. A letra narra a jornada de quem, vindo do ‘nada’ na favela, ascende ao status de ‘portar’ não só casacos de grife, mas também armamento pesado, tudo exibido com orgulho. Há um toque de crítica social, apontando a hipocrisia de quem ‘militava’ enquanto a rua mostrava a real. A lealdade aos parceiros é um ponto forte, reforçando a ideia de que o sucesso, mesmo que marginal, deve ser compartilhado. Entre bailes animados e demonstrações de poder, a música pinta um quadro cru da busca por respeito e dominação, onde o desejo e a força se entrelaçam.

O-o-o observe que o meu casaco é de grife, por isso elas tão me olhando
Combina com a skin da AR-15 que o nêgo passa desfilando (Desfilando)
Na favela eu não tava com nada (Com nada), agora o mano tá portando
A-a-a-a-a porra do estendido que atira pra sempre quase nunca recarregamos (Frr-frr)

 

Nêgo, eu me lembro que eu tava nas quadra (Nas quadra)
E você tava militando (Uhn)
Eu não quero uma corrente mais cara (Mais cara)
Se não tiver uma pro meu mano
Nós mandamos uma visita em casa
Nós não ficamos ameaçando (Tchiu, nunca)

 

Tá na hora de começar a fazer isso certo (Okay, okay, okay, Dfideliz), né Fideliz?

 

Ninguém nasce bandido, senhor
Todo mundo aqui tem um sonho (Hey)
Cês nunca me ajudaram em porra nenhuma
E na boca de fumo eu me ponho (Ah, okay, okay, okay)
Antes de cês subir morador tava bem (Paw, paw)
Cês me deixaram cheio de ódio (Uh)
Minha proteção é Deus, se quiser eu te mostro (Okay)
Como é que cospe essa Glock (Skrrt)
Bloguerinha ninfeta, eu tô comendo memo (Paw)
Groupie safada, eu tô comendo memo (Hey)
Quer se envolver com bandido de raça
Então só de raiva eu vou jogar lá dentro (Ah, okay, okay)
Baile rolando é na conta do mano
É Glock pro alto e tapa no vento (Paw, paw)
Hoje o fuzil tá no porte do homem
A loira subindo, e a preta descendo (Ahn, paw, paw)

 

O-o-o observe que o meu casaco é de grife, por isso elas tão me olhando
Combina com a skin da AR-15 que o nêgo passa desfilando (Desfilando)
Na favela eu não tava com nada (Com nada), agora o mano tá portando
A-a-a-a-a porra do estendido que atira pra
O-o-o observe que o meu casaco é de grife, por isso elas tão me olhando
Combina com a skin da AR-15 que o nêgo passa desfilando (Desfilando)
Na favela eu não tava com nada (Com nada), agora o mano tá portando
A-a-a-a-a porra do estendido que atira pra sempre quase nunca recarregamos

A letra utiliza termos como “skin da AR-15”, que remete à customização estética de armas, comum em videogames. “Portando” refere-se a carregar uma arma, e “estendido” designa um carregador de munição de alta capacidade. A expressão “nas quadra” evoca o ambiente das ruas e campos de esporte, contrastando com “militando”, que no contexto, sugere uma postura mais teórica que prática. “Boca de fumo” é o ponto de venda de drogas, e “cospe essa Glock” metaforiza o ato de disparar a arma. “Bloguerinha ninfeta” e “groupie safada” são termos depreciativos para mulheres, insinuando seu interesse em criminosos. “Bandido de raça” exalta uma autenticidade e status no universo do crime. “Jogar lá dentro” é uma gíria agressiva para o ato sexual. Por fim, “baile rolando” descreve uma festa acontecendo, e “a loira subindo, e a preta descendo” alude a atos sexuais.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música