D.U.T.U.M.O.B. (part. Shadow)

Descrição

Esta faixa mergulha na mente de alguém que abraça a contracultura e a autenticidade com garra. Descrevendo-se como debochado e cínico, o MC rejeita patrocínios e rótulos, encontrando força na raiva e na introspecção. Há uma forte crítica à superficialidade e aos “invejosos”, contrapondo a marra vazia com a profundidade das suas rimas e a lealdade à sua família e origens. A música é um grito de liberdade, celebrando a vivência real e a busca incessante por seus próprios objetivos, sem se prender a padrões. É um convite para abraçar a jornada, se lembrar de onde veio e zoar o presente, mesmo que isso signifique ir contra a corrente e demorar “para sempre”.

Debochado, cínico, à milhão
Sem padrinho… rá… sem patrocínio
Louco: esse é o rótulo que eles me dão
Quando não conseguem mais acompanhar meu raciocínio

 

Ficam violentos quando sentem raiva
Eu penso melhor quando sinto raiva
Essa é minha doença, meu monólogo
Pra quem não sabe a diferença entre psicólogo e psiquiatra

 

Sou início, fim, meio
Vício, sim, o apanhador no campo de centeio
Esquecer o caminho é feio
Pra saber onde se quer chegar é preciso se lembrar da onde veio

 

TTK, mil baseados
Cérebros aquecem, corações esfriam
Invejosos ficam bolados
Mas se soubessem o quanto me inspiram, ficariam do meu lado

 

Minha rima liberta
Raps sem azeite não representam minha família
Ideias de leite, só sei que
Marra barata, cara feia e rimas fake não vão te libertar

 

Sai voado
Perturbando satisfeitos, satisfaço perturbados
Sou tudubom
Quem só reclama é fraco. quem se faz de vítima é cuzão

 

Vem que tem… maravilha…
Só vivaz… na tudubom…
Ela diz que quer um cara calmo mas
Caras calmos nunca chamam sua atenção

 

Raps marciais, paradise city, zs, eu e ret, mãoli no beat
Tipo fraternidade black belt
De james brown a sabotage
Forasteiro, se marcar voa igual pipa da laje, fluindo

 

Família, afinidade, valor, amizade natural
Tamujunto, vamo até o final
Vê legal quem se perde entre o bem e o mal
Canta pra subir… já vai tarde, é quente

 

Catete e laranjeiras, crias e serpentes
Avisa que eu vou cobrar, não,não vão sobrar dívidas
Já que os remédios normais não amenizam
Deixa queimar… espalhem as cinzas

 

Corre atrás do teu, vim fazer o meu
Escolhi viver por algo que vale a pena morrer
Eu vim pra zoar, degustar o presente
Diz que eu vou me atrasar, vou demorar pra sempre…

 

Vem que tem… maravilha…
Só vivaz… na tudubom…
Ela diz que quer um cara calmo mas
Caras calmos nunca chamam sua atenção

A letra é rica em gírias e referências culturais: “à milhão” indica estar no auge da energia; “bolados” descreve pessoas irritadas; “ideias de leite” e “marra barata, rimas fake” criticam a superficialidade e falta de autenticidade. “Voado” refere-se a agir rapidamente; “tudubom” é uma saudação positiva, e “vivaz” denota esperteza e vitalidade, em oposição a um “cuzão”, que é covarde. “ZS” (Zona Sul), “Ret” e “Mãoli no beat” localizam a faixa no universo do rap carioca. “Black belt” simboliza maestria; “pipa da laje” remete a origens humildes que alçam voo. “Tamujunto” é sinônimo de união e lealdade. A expressão “canta pra subir”, seguida de “já vai tarde”, sugere um adeus definitivo ou a queda de alguém. Por fim, “Catete e Laranjeiras, crias e serpentes” são menções às raízes do artista e aos desafios inerentes a elas.

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