Devaneios Retianos

Descrição

A faixa mergulha fundo num universo particular, onde o underground pulsa com uma sinceridade crua e por vezes agressiva. O eu-lírico se posiciona como um poeta marginal, um “anjo caído” que desafia as convenções, rechaçando tanto a direita quanto a esquerda. Ele se vê como um “louco de consciência tranquila”, navegando entre a loucura e a hipocrisia do mundo. Longe de buscar inimigos, ele oferece uma visão ácida da realidade, onde até a bondade exige um toque de malícia. A música se constrói como uma série de “devaneios retianos”, pensamentos despretensiosos, mas carregados de uma filosofia de resiliência e a busca por uma verdade própria, mesmo que isso signifique recorrer a “remédios” para suportar o tédio das noites. É um convite a não levar tudo tão a sério, mas a absorver a intensidade de uma vivência autêntica e “vivaz”.

Tudubom… Maravilha

Seja bem vindo ao meu mundo, meu amor
O underground tá vivo, agressivo e sujo
Poetas são rebeldes natos, anjos caídos
Mais marginais que qualquer bandido

 

Sou utopia e pé no chão de sobra
Foda-se a direita burra e a esquerda retrógrada
Deus criou fracos e fortes, mas o lance
Foi que o diabo inventou o RAP pra haver revanche

 

Moralistas me chamam de suicida
Eu vivo pra eternidade, eles vivem pra vida
Um louco de consciência tranquila
Só existem duas trilhas: loucura ou hipocrisia

 

Não consigo ver ninguém como inimigo
Ainda não encontrei alguém com altura pra isso
E se a carapuça serviu, normal
Crianças sempre levam tudo pro lado pessoal

 

Não liga pro que eu tô falando
Me deixa quieto aqui fumando… são apenas
Devaneios Retianos
Não liga pro que eu tô falando
Me deixa quieto aqui fumando… são apenas

 

Ritmo louco, poesia rude, levada
Chapando o coco, juventude transviada
Quem dá mole vai, mas vivaz não cai
O Estado não é seu pai, Deus não te deve nada

 

Realidade sádica
Onde é preciso ter maldade até pra colocar a bondade em prática
Sem culpa, vários fazem pose
Hoje, tolos se preocupam. sábios dizem foda-se

 

Fumando um de remédio
Vou desberlotar o próximo, bebendo pra suportar o tédio
KTT ZOO, é um assalto, o fato
É que as noites continuam insuportáveis sem álcool

 

A razão acovarda, a emoção encoraja
Andar pra frente é a regra não importa o que haja
Vou acender um incenso, pensar no que eu penso
Enquanto me admiram em silêncio e me julgam em voz alta

 

Não liga pro que eu tô falando
Me deixa quieto aqui fumando… são apenas
Devaneios Retianos
Não liga pro que eu tô falando
Me deixa quieto aqui fumando… são apenas
Devaneios Retianos

 

Não liga pro que eu tô fumando
Me deixa quieto aqui falando… são apenas
Devaneios Retianos
Não liga pro que eu tô falando
Me deixa quieto aqui fumando… são apenas

 

Salve mãoli, shadow, família tudubom
Lat, gão nig, meu irmão, catete, laranjeiras
Tá tudubom, maravilha

 

Vivaz, vivaz… viva, vivaz, vivaz
Viva verve vivaz… viva verve vivaz

A letra é rica em termos que pintam um quadro da realidade urbana e da cultura hip-hop. “Chapando o coco” descreve o ato de ficar muito louco ou chapado, intensificando a ideia de intoxicação. A expressão “quem dá mole vai” serve como um aviso sobre as consequências de ser descuidado ou vacilar. A palavra “vivaz” é usada para se referir a alguém esperto, resiliente e cheio de vida, que não se deixa abater pelas adversidades. Quando o eu-lírico menciona “fumando um de remédio”, ele se refere ao uso de substâncias, geralmente maconha, como uma forma de escape ou automedicação. Já “desberlotar o próximo” denota uma atitude de desafiar, confrontar ou bagunçar com alguém, em um contexto de transgressão ou de extravasar. Por fim, “KTT ZOO” provavelmente faz referência a um coletivo, localidade ou gíria específica da cena do trap/rap, simbolizando o ambiente e a mentalidade do grupo.

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