Isso Que é Vida

Descrição

Esta faixa mergulha na essência de quem vive intensamente, unindo a ambição de um vencedor com a realidade das ruas. A narrativa exalta o valor do esforço e da autenticidade, rejeitando a superficialidade e a inveja. Entre versos que flertam com o hedonismo e a resiliência, o eu-lírico se posiciona como um visionário que, mesmo “pirado” e desiludido, encontra força na sua própria verdade. Há um forte orgulho de suas raízes cariocas e da cultura da favela, onde a “essência” supera qualquer concorrência. É um hino à coragem de arriscar, à sagacidade que move o mundo e à liberdade de ser quem se é, celebrando a vida acima das nuvens, sem medo de ser inconsequente, mas sempre conectado à sua alma.

Representando o novo, onde será eu sou
Com o que tiver eu vou compor, meu valor é o suor
Ter a melhor chuteira não te faz o melhor jogador
Desiludido, às vezes pirado

 

Mas, quem tá perdido é mais procurado
Dei o papo, tô ligado
Enfim, ninguém inveja o ruim
Ninguém odeia o fraco

 

Um verde do veneno e assim tá melhor
O mundo é pequeno, minha ambição é maior
Rodeado de mulheres, excessos
As vezes quero ter compaixão, mas não nasci pra ter dó

 

Continuo ganhando, continuo no páreo
Se tá difícil pra malandro, imagina pra otário
Tô na pista e também tô aê
Só quem se arrisca merece viver o extraordinário

 

Acima das nuvens, o céu tá sempre aberto
Sempre aberto, acima das nuvens
Porquê, cria é cria
Eu sou do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Isso que é vida

 

Na subida da favela é diferente
Quem é essência não tem concorrente
Mente revel, revela, fui expulso do céu
Deus, perdoe esse poeta inconsequente

 

Vivo esse momento lindo, aqui e agora, cantando e sorrindo
Baixo astral, eu dispenso
Eles perdem falando o que pensam, eu ganho dizendo o que eu sinto

 

Rima, rima, eu me deleito em cada viagem
Amante da adrenalina, eu quero é velocidade
Na verdade, eu tô ligeiro
Dinheiro não compra sagacidade
Mas sagacidade faz dinheiro

 

Desassossego da alma, na crise que eu encontro a calma
No seu olhar me enxerguei em outra dimensão
Conexões, lições, de uma longa estrada

 

Acima das nuvens, o céu tá sempre aberto
Sempre aberto, acima das nuvens
Porquê, cria é cria, amar
Eu sou do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Isso que é vida

Isso que é vida

As gírias e expressões presentes na faixa incluem “um verde do veneno”, que alude ao uso de maconha para relaxamento ou inspiração; “malandro”, referindo-se à pessoa esperta e astuta que sabe se virar na vida, contrastando com o “otário”, que é ingênuo e fácil de enganar; “tô na pista”, que significa estar ativo e presente no cenário ou na vida; “cria é cria”, uma expressão que denota lealdade, pertencimento e reconhecimento entre aqueles com a mesma origem e vivência, enfatizando a identidade e a autenticidade; e “sagacidade”, que representa a esperteza, perspicácia e a inteligência prática para se dar bem em diversas situações.

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