Descrição

A faixa mergulha fundo num cenário de desespero e rebeldia urbana, onde a busca por identidade e a incessante vontade de escapar ditam o ritmo. A letra pinta um quadro cru de vício e ambientes degradados, com imagens de garrafas, cachimbos e seringas que sufocam qualquer perspectiva, gerando um desejo urgente de fugir da própria realidade e do quarto sufocante. Contudo, a narrativa se expande para além do individual, evocando uma “tribo” que se une em meio ao caos. Em versos carregados de tensão, descreve um levante urbano, com sirenes, bombeiros e PMs, onde marginais ocupam as ruas, coquetéis molotov voam e prédios comerciais afundam. A figura de “palhaços” botando fogo em seus “malabares” simboliza uma performance caótica e subversiva, transformando a arte em ato de protesto contra um sistema opressor. É um grito por liberdade e pertencimento em um mundo em colapso.

Sou, minha tribo
E a vontade de fugir
Eu sou, minha tribo
E a vontade de fugir
Sou, nhami botri e a datevon de girfu
Eu sou, nhami botri e a datevon de girfu

 

Num entra e sai de viciado constante
É, alucinante sobreviver aqui
Merda de sonho, merda de vida
Não vejo nada, só garrafa, cachimbo e seringa
Bebida acabou, não tem nada pra usar
Mano, vai pra rua comprar, vai logo comprar
Não aguento mais esse lugar sujo
Quarto, sua voz no fundo
Seu bom humor consegue me irritar
Mó cheiro ruim no quarto
Cadê meu gato?
Há dias que eu não vejo ele por aqui
Vai lá comprar um cigarro pra sei lá
Só quero fugir de mim, rápido

 

Eu sou, minha tribo
E a vontade de fugir, e a vontade de fugir
Aos amigos e inimigos
Beijos e tiros
Antes de ser eu
Eu sou minha tribo
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Sou, nhami botri e a datevon de girfu
Sou, nhami botri e a datevon de girfu

 

Bombeiros e PM’s, sirenes, cheiro de caos no ar
É fácil observar que o chão treme
Marginais estão descendo laranjeiras com ódio no olhar
Nada vai sobrar em plena quinta-feira
O fogo sobe e ninguém se move
Rebeldes estão pichando
Coquetel molotov voando
Prédios comerciais afundam
Muitos se juntam a nós
Redes de esgoto inundam

 

Vidros de vitrines voam pelos ares
Vitimas defendem seus respectivos pares
Vestidos de palhaços a gente faz o pandemônio
Botando fogo em nossos malabares

 

Vidros de vitrines voam pelos ares
Vitimas defendem seus respectivos pares
Vestidos de palhaços a gente faz o pandemônio
Botando fogo em nossos malabares

 

Eu sou, minha tribo
E a vontade de fugir, e a vontade de fugir
Aos amigos e inimigos
Beijos e tiros
Antes de ser eu
Eu sou minha tribo
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Sou, nhami botri e a datevon de girfu
Sou, nhami botri e a datevon de girfu
Sou, nhami botri

 

TerrorDosBeats evoluiu
TerrorDosBeats evoluiu
Ret, terror das rimas
TerrorDosBeats registradão em

 

Eu sou, minha tribo
E a vontade de fugir, e a vontade de fugir
Aos amigos e inimigos
Beijos e tiros
Antes de ser eu
Eu sou minha tribo

 

Eu sou, minha tribo
E a vontade de fugir, e a vontade de fugir
Aos amigos e inimigos
Beijos e tiros
Antes de ser eu
Eu sou minha tribo
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Sou, nhami botri e a datevon de girfu
Sou, nhami botri e a datevon de girfu
Sou, nhami botri

Na letra, algumas expressões e termos culturais dão cor à narrativa: “PM’s” refere-se à Polícia Militar, elemento constante no cenário urbano de conflito. “Marginais” descreve indivíduos que vivem à margem da lei ou que agem em desafio a ela. “Laranjeiras” pode indicar um local específico, como uma rua ou bairro, onde a ação da rebelião se desenrola. “Coquetel molotov” é um termo para um explosivo incendiário caseiro, símbolo da insurgência. A frase “botando fogo em nossos malabares” é uma expressão que metaforiza a transformação de elementos de performance em ferramentas para criar um espetáculo de caos e protesto. Por fim, “nhami botri e a datevon de girfu” surge como uma reinvenção fonética de “minha tribo” e “vontade de fugir”, funcionando como um código interno que reforça a identidade e o desejo de escape do grupo.

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