Descrição

Essa faixa nos joga direto numa DR noturna, daquelas cheias de indiretas e memórias agridoce. O eu-lírico se pega remoendo ligações perdidas e um retorno que não veio, questionando se a pessoa estava no baile, meio alterada, e por que diabos ele a chamou de ‘amor’. Ele descreve a figura feminina como um ‘anjo’ com cara de marrenta, de cabelo curto, que bebe coquetel de menta e fuma um baseado, misturando doçura e rebeldia. A frustração aumenta quando ela parece querer um romance na sexta, mas o ignora durante a semana. A solidão da cama fria o levou a ‘chamar outra pra aliviar a dor’, revelando um ciclo de dor e evasão. É um mergulho honesto nas complexidades de um flerte ou relacionamento conturbado, onde memórias sexuais destroem a mente e deixam o gosto amargo de ter sido deixado de lado, capturando a vulnerabilidade e a jogada de cena típicas desses encontros.

 

Yeh, aah, yeh

G.A

Para de fingir, cê não me ligou ou eu que não atendi, mas cê não retornou (cê não retornou)
Se pa tava no baile quando o celular tocou (celular tocou)
Tava meio alterado quando eu te chamei de amor

Que tipo de anjo é você?
De cabelo curto e cara de marrenta (de marrenta)
Bebendo o seu drink, coquetel de menta

Fumando um baseado ela me viu e pediu seda querendo um romance comigo na sexta-feira, tá de brincadeira né amor? (né amor)
Se dia semana você nem se importou (nem se importou)

Se eu dormi sozinho, sem nós no cobertor
Tive que chamar outra pra aliviar minha dor

Memorias sexuais
Destrói a minha mente e a sua também já lembro do passado
Você se dizia tão boa, mas me deixou de lado

(Aah)

Acordar sem você na cama eu sinto desfalcado

(Ooh)

G.A

Para de fingir, cê não me ligou ou eu que não atendi, mas cê não retornou (cê não retornou)
Se pa tava no baile quando o celular tocou (celular tocou)
Tava meio alterado quando eu te chamei de amor

Que tipo de anjo é você?
De cabelo curto e cara de marrenta (de marrenta)
Bebendo o seu drink, coquetel de menta
Fumando um baseado, ela me viu e pediu seda (seda)

(G.A)

(Fumando um base-)
(Fumando um baseado ela me viu e pediu)

(Aah)

(Fumando um baseado ela me viu, ela me viu, ela me viu e pediu)
(Nanana, nanana, nanana)

Na faixa, encontramos algumas gírias e expressões que dão o tom do universo retratado: ‘se pá’ é uma contração de ‘se calhar’ ou ‘se por acaso’, indicando possibilidade; ‘baile’ refere-se a uma festa, geralmente com música alta e dança, comum na cultura urbana; ‘marrenta’ descreve uma pessoa com atitude forte, que se mostra difícil ou teimosa; ‘baseado’ é o termo popular para um cigarro de maconha, e ‘seda’ é o papel de enrolar usado para prepará-lo. A expressão ‘chamar outra pra aliviar minha dor’ é um eufemismo para buscar conforto sexual em outra pessoa.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música