Descrição

A faixa mergulha sem freios no estilo de vida hedonista do trap. Ela pinta um quadro vívido de noites e manhãs repletas de indulgência, com o eu-lírico alternando entre momentos de intimidade casual e um consumo constante de substâncias. Ele observa a superficialidade ao seu redor, ao mesmo tempo em que se reconhece como um “produto” nesse cenário. Há uma ostentação do sucesso e da dureza, se posicionando acima de outros artistas, enquanto navega o mundo com uma atitude crua e desapegada, especialmente com as mulheres que o cercam. Entre o luxo de hotéis e a lealdade à rua, a letra expõe as contradições e os efeitos colaterais desse estilo de vida intenso, com lampejos de consciência sobre a saúde e a busca por um breve alívio. É uma imersão direta na mente de alguém que vive no limite, buscando prazer e status, mas também enfrentando as consequências.

Fumei, faço sexo
Fumei, faço sexo
Fumei, faço sexo
Fumei
Fumei, faço sexo
Fumei

Transei com ela seis horas da manhã, troquei de roupa mais tarde
Fiz uma pilha de camisetas, tipo um jogo de peças
Se eu não consigo ficar com ela, meu amigo consegue
Se meu amigo não ficar com ela, meu primo consegue

Fumei, faço sexo
Fumei, faço sexo
Fumei, faço sexo
Fumei, faço sexo
Fumei, faço sexo
Fumеi, faço sexo
Fumei, faço sexo
Fumеi, faço sexo
Toda semana eu tomo meu lean
Fôlego, fudendo meu rim
Não me compare a rappers mirins
Piso na lama com botas de ski
Vejo mulheres vazias com preenchimento na bunda e no peito
Ela não dá atenção pra reação de branco, só posta pros negros
Pra ela eu sou, pra ela eu sou um produto
Blunts me deixam burro (fumei, faço sexo)
Fumo em hóteis de luxo (fumei, faço sexo)
No dinheiro eu grudo (fumei, faço sexo)
Lean me deu um susto (fumei, faço sexo)
(?) agi igual bruxo (fumei, faço sexo)
Com groupies, eu sou chucro (fumei, faço sexo)
Tenho pelos no peito, não sou mais menino
Ela quer fumar e assistir HBO
Faço o cabelo tomando xarope
Deixo minhas bebês secando no Sol
Faço shows com data
Minha boca é amarga
A bunda dela é larga
Minha baby tá no cobertor, sou apegado à rua
Eu não sou de demonstrar amor, eu não gosto de culpa
Ela gosta de como eu faço sexo, huh, okay
Tomei um copo de água, me senti melhor, much better, much better

Na faixa, são destacadas gírias e expressões culturais como ‘lean’, uma bebida narcótica à base de xarope de codeína; ‘rappers mirins’, que designa artistas menos experientes ou de menor relevância; ‘blunts’, cigarros de maconha feitos com charutos esvaziados; ‘groupies’, fãs que seguem músicos buscando contato íntimo; ‘chucro’, para descrever alguém rude ou grosseiro; ‘xarope’, que neste contexto se refere ao xarope de codeína; ‘minhas bebês’, uma gíria usada para maços de dinheiro; e ‘reação de branco’, uma expressão que pode indicar a busca por validação ou atenção de um público específico, muitas vezes associado a uma estética ou aprovação “mainstream” ou de um público não-negro.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música