Descrição

Essa track é uma verdadeira aula de vida das ruas, mostrando a caminhada de alguém que valoriza a humildade e a dignidade acima de tudo. A letra mergulha na realidade de quem faz o “corre” para conquistar sua grana, sempre com a cabeça erguida, mesmo diante da tentação da riqueza fácil. Ela explora a resiliência de quem cresceu em meio a desafios, enfrentando a brutalidade policial e a perda de amigos para a violência. É um hino à lealdade, à fé e aos ensinamentos passados de pai para filho, reforçando a importância de manter a postura e a palavra. A música é um lembrete de que a verdadeira força vem da integridade e da capacidade de se erguer, construindo um legado sólido passo a passo, sem “passar pano” para as falhas.

Ê, ahn
Ah, oh
Oh

A grana vem do corre, a humildade vem de berço
Nego, isso não tem preço
Minha dignidade nada compra
Mas não se vende quando vê as onça’
Menor de fé, comigo eu carrego meu terço
Embaixo do manto da cor branco e preto
Minha conduta segue inabalável
Igual minha estrutura de concreto e aço

E as folha’ nunca vai comprar sua paz
Sua postura só se mostrar falha
Levo ensinamentos do meu pai
A palavra é um tiro, ouve mais do que fala
Eu cresci no meio das rua’
Nela, eu tive que ser forte
Apanhei das viatura’ e na cara dura
Alguns parceiro’ nem teve essa sorte
Bateu de cara com a Blazer, bateu de frente com a morte
‘Tava no meio da cena e a cena foi forte
Alvejado dentro de um EcoSport
Então quem que vai fechar? Quem que vai ficar? (Ahn)
Quem que vai correr quando trombar de frente? (Ai-ai)

A grana vem do corre, a humildade vem de berço (Berço)
Nego, isso não tem preço (Não tem preço)
Minha dignidade nada compra (Nada compra)
Mas não se vende quando vê as onça’ (Quando vê as onça’)
Menor de fé, comigo eu carrego meu terço
Embaixo do manto da cor branco e preto
Minha conduta segue inabalável
Igual minha estrutura de concreto e aço (E aço)

Construindo meus passo por passo
Deus é arquiteto, eu boto a mão na massa (Na massa)
Martelando as ideia’ pa’ ir de conta
Com cada prego que se destaca (Destaca)
Passar pano nunca foi minha cara
Quando rasga a sujeira, as mancadas
Não sai despercebido na quebra
‘Tá sujeito a levar caibrada
Na diversidade, um passo em falso
Desconsidera todo um legado
Erra quem quer, quem não pode é eu
Maloqueiro bom, dos conceituado’
Procuro um rastro, não acha falha
Oposição é fogo de palha
Que até acende, mas logo apaga
‘Tá no bigode, o fio da navalha

A grana vem do corre, a humildade vem de berço (Berço)
Nego, isso não tem preço (Não tem preço)
Minha dignidade nada compra (Nada compra)
Mas não se vende quando vê as onça’ (Quando vê as onça’)
Menor de fé, comigo eu carrego meu terço
Embaixo do manto da cor branco e preto
Minha conduta segue inabalável
Igual minha estrutura de concreto e aço (E aço)

A letra está repleta de expressões que pintam um retrato vívido da cultura urbana e periférica brasileira. “Corre” denota a labuta diária e o trabalho árduo para ganhar a vida. “Onça'” é um termo para dinheiro, aludindo às notas de real com o animal. Um “menor de fé” é um jovem com integridade e princípios. O “manto da cor branco e preto” remete à lealdade e identidade, muitas vezes ligada a um time de futebol ou comunidade. “Viatura'” refere-se a carros de polícia. “Fechar” significa apoiar e ser leal, enquanto “trombar de frente” é encarar um desafio diretamente. “Boto a mão na massa” expressa o ato de se envolver ativamente no trabalho. “Passar pano” é acobertar erros, e “quebra” designa a comunidade ou favela. “Caibrada” é uma surra ou punição física. Um “maloqueiro bom, dos conceituado'” é um indivíduo respeitado da periferia. “Fogo de palha” descreve algo que começa intenso mas logo se apaga, e “tá no bigode, o fio da navalha” sinaliza uma situação de alto risco ou perigo iminente.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música