Descrição

Esta faixa é uma jornada intensa e crua de superação e fé, mergulhando nas memórias de uma infância humilde e os desafios de amadurecer rápido demais. A letra retrata a batalha contra as adversidades, desde a labuta diária e o choque com a rejeição até a busca incessante por um futuro melhor. Há um contraste potente entre a inocência dos tempos sem grana, mas com coração, e a dura realidade que molda um indivíduo a transformar ódio em ambição. A lealdade da mãe e dos amigos é um pilar, enquanto o caminho árduo o leva a enfrentar situações perigosas. Mesmo fraquejando, a mensagem final é de resiliência e a certeza de que, com fé e foco, não há volta, apenas “marcha no que é”, provando que foguete não tem ré. É uma narrativa sincera sobre crescer e vencer, custe o que custar.

Deus, foi tanta maldade no mundo que eu presenciei
Milhares de luta, labuta que eu vivenci
Mas quando eu fraquejei
O Senhor me deu a mão, me enchou com sabedoria e todo poder
Me fez de espelho pra aquele que sonha em vencer
Eu vou ser inspiração pros menor na contramão

Chego, choro de emoção, lembrar dos momento bom
A se compartilhar na infância
Mesmo sem ter um tostão, agiu no bom coração
Típico em toda a criança, foi por influência ou não?
Talvez sim por precisão tive que assumir a responsa
De sujeito, homem cedo e a mente do maloqueiro transformou o ódio ganância
No pior momento eu sei bem quem fechou comigo
Só tinha minha mãe, os pivete’ e mais três amigos
E meu coroa lá tranca fiado
Eu comecei a dar uns trago para não ficar mal comigo

Então saí na caça do trampo ás 5
Tinha só treze voltava ás 8
Até achei milhares de porta na minha cara
E o boyzão me negou vaga, disse que eu não visto bem, ó
Tá’ firmão, tranquilão, vida que segue
Bati lá de olhei carro e fiz minhas preces
Sei que o justo não desanimou o teme
Somente a quem me guia e me protege
Firmão, tranquilão, vida que segue
Bati lá de olhei carro, eu fiz minhas preces
Sei que o justo não desanimou o teme
Somente a quem me guia e
Eis-me aqui firme e forte, totalmente de pé
Fraquejei, já errei, mas nunca perdi a fé
Estagnei, estacionei, hoje é marcha no que é
Para quem conspirou, te provo que foguete não tem ré

Chego, choro de emoção, lembrar dos momento bom
A se compartilhar na infância
Mesmo sem ter um tostão, agiu no bom coração
Típico em toda a criança, foi por influência ou não?
Talvez sim por precisão tive que assumir a responsa
De sujeito, homem cedo e a mente do maloqueiro misturou o ódio e ganância
No pior momento eu sei bem quem fechou comigo
Só tinha minha mãe, os pivete’ e mais três amigos
E meu coroa lá tranca fiado
Eu comecei a dar uns trago, quando eu vi tava fudido

E para esponçar dinheiro faço vira vício
Sujeito homem não falha e nem abre o bic
Eu tava na cena do louco, no trecho no gire
Só vi a peça na cara
Perdi Senhor, perdi, calma Senhor, calma Senhor

A letra é rica em gírias e expressões do dia a dia das ruas. “Menor na contramão” refere-se a jovens em um caminho problemático. A “mente do maloqueiro” descreve a mentalidade de quem cresceu em comunidades, adaptado à sua realidade. “Fechou comigo” significa ter sido leal em momentos difíceis. “Pivete” é uma gíria para criança ou adolescente, e “meu coroa” para pai. “Boyzão” designa uma pessoa rica ou esnobe. “Firmão” transmite força ou estar bem, enquanto “marcha no que é” significa foco total no objetivo. “Foguete não tem ré” é uma metáfora para a impossibilidade de voltar atrás, só avançar. “Esponçar dinheiro” refere-se a conseguir grana de forma rápida ou arriscada. “Abrir o bico” significa confessar um segredo. Expressões como “cena do louco”, “no trecho” e “no gire” descrevem envolvimento em situações perigosas ou atividades da rua. Por fim, “peça na cara” é a gíria para ter uma arma apontada para o rosto.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música