Descrição

A faixa mergulha fundo na narrativa de ascensão social, celebrando o sucesso e a ostentação de quem veio da comunidade. É um retrato vívido de como os protagonistas conquistaram seu espaço, chegando aos bailes com estilo (“nos kit, nas nave”), atraindo olhares e inveja. A letra exala confiança e um certo desafio aos “haters”, mostrando a transformação de uma vida humilde para uma realidade de luxo, com menções a carros potentes, relógios caros e a busca por um “Pokémon jamais visto” – uma metáfora para grandes conquistas. Há uma clara mensagem de empoderamento e superação, onde “os menor agora é chefe” e vivem a vida de “sheik”, zerando o jogo e provando que estão sempre à frente, sem dar espaço para os “comédias”. É uma ode à resiliência e à vitória contra as adversidades.

Que nóis partiu pros baile, nos kit, nas nave
Quebrada não para, o baile poca
Elas olha e joga, por onde nóis passa vários posa
Várias que não aguenta e solta

Vários e vários só olha, observa em cima do navão
O neguinho maloca, todo dia lança o kit: Relógio, tênis e roupa
Ice, melt, fogo, bic
Corto o tabaco com a tesoura

De quebrada o gelo e o whisky na mão

Cuia e tesoura, com nóis só tem aliado
Safado, corta e tesoura
Abner deixou alinhado, sexta-feira qual a boa?
Que eu passei passando pela tal da giratória
Que nóis que tá tocando a da milduque na das nova
Que nóis que tá com o plano de arrancar dos boy os dólar
Os menor agora é chefe, pra ela nóis interessa
Sem alarde, de quebrada, penteada, lupa na testa

Eu fui buscar o Pokémon jamais visto por essas bandas
E voltei com a 1200, tanque cheio, à pronta entrega
Fala uma que resiste o neguinho aliado e com a nave zera
Cuidado menino, não é videogame
Se não se cuidar, sua vida que zera
Tipo nóis voltou pra nossa quebrada e os cara falou
Kyan zerou o game

Provando pra todos os comédia que nóis tá andando um pouquinho à frente
Eu quero um Rolex, eu não quero a merda de uma corrente
Olha pra cara do quebrada, pilotando a merda de um Porsche potente
Olha pra cara danada que deslizou a boca e não bateu o dente
Olha pra porra da janela e tenta fingir que não quer ser como a gente
Olha a cara da branquela, adivinha pra quem que ela quer sentar hoje

E olha pra cara dos menor de quem há tempos trocou o dia pela noite
Hoje abri meu Instagram, entre várias mensagens tem algumas de uns hater
Um dia ele abriu o Instagram e viu o Kyan vivendo a vida de um sheik
Eu quero um Rolex, eu não quero a merda de uma corrente
Olha pra cara do quebrada pilotando a merda de um Porsche potente
Olha a cara danada que desliza a boca e não bate o dente
Olha a –
E tenta fingir que não quer ser como a gente

(Hã)
2026
E se se incomodaram com um quebrada inteligente
Imagina dois, imagina um bando
Nóis tá vindo

A letra é rica em termos culturais e gírias que pintam um quadro do universo retratado: “baile” se refere a festas populares na quebrada, que por sua vez significa o bairro ou favela de origem. “Poca” descreve algo que está bombando ou muito animado. O “kit” é um conjunto de roupas e acessórios estilosos, enquanto “nave” ou “navão” designam carros luxuosos. “Neguinho maloca” descreve um jovem negro e esperto da rua. A sequência “Ice, melt, fogo, bic” junto a “cuia e tesoura” alude à preparação de um cigarro artesanal, geralmente com tabaco e outras substâncias. “Milduque” é a abreviação da moto 1200cc, e “das nova” significa as músicas ou tendências recentes. “Boy” é um termo pejorativo para jovens ricos, em contraste com “menor”, que se refere aos jovens da comunidade. “Lupa na testa” é um estilo de usar óculos de sol, e “Pokémon jamais visto por essas bandas” expressa algo raro ou uma grande conquista. “Nave zera” significa um carro zero quilômetro, e “zerou o game” é uma expressão gamer usada para indicar que se atingiu o sucesso máximo. Por fim, “comédia” é um termo depreciativo para descrever um bobo, um otário ou um “hater”.

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