Descrição

Essa faixa mergulha na realidade crua de quem cresceu sem estrutura familiar e enfrenta um mundo de desigualdades. A narrativa destaca a pressão de ter que se provar constantemente, especialmente para aqueles que nasceram em desvantagem, buscando um “álibi” para cada passo. Entre a ostentação de marcas de luxo como Off-White e Carhartt, e a fumaça de um “kush” no Recreio, a letra revela a resiliência de um “vagabundo” que transforma a dor em combustível. A faixa oscila entre a dureza da rua e um interlúdio poético sobre a inocência de um menino que canta para adoçar a vida, sugerindo uma busca por pureza em meio ao caos. É um retrato da luta por controle e reconhecimento em um cenário desafiador.

 

Sem atenção da mãe, sem amor do pai
Assim, cresci nesse mundo maluco
Condições desiguais num mundo moderno (hey)
Eu me entrego porque eu quero tudo
Nego, tu precisa do álibi (nego, tu precisa do álibi)
Pra você que nasceu pretinho e tem que provar tudo
Então, vai e mostra o que sabe (vai e mostra o que sabe)
Essa dor é só um detalhe, eu sou um vagabundo
Fumando um kush no Recreio, com o Apolo de passeio
Eu mostro a ele que esses cara são um pouco sujo
Não tô de terno, eu tô vestindo um Off-White
Mas aquela branca sabe o valor do tecido
Coloca a calça da Carhartt, atravessa o Túnel Rebouças
Você sabe, eu sempre tô atrás de algum motivo
Tô no controle dessa nave
Que eu mandei buscar lacrada, tira o adesivo (álibi, álibi)

(LEALL, LEALL, LEALL)
(LEALL, LEALL, LEALL)
Álibi, álibi
Na roda do mundo, lá vai o menino
Mundo é tão grande, e os homens tão sós
Mas como o menino sabe?
Que os homem embora se façam de forte, embora se façam de grande
Carecem de aurora e infância?
Então, sai cantando cantigas que façam a vida mais doce
Sempre cantando sua canção de criança
Que fala de luz, de pássaros, de anéis e cirandas
De sanchas senhoras cobertas de prata
E barcas celestes caídas no mar

A faixa incorpora gírias e referências culturais que pintam um retrato vívido do cenário urbano. “Álibi” é usado de forma expandida, significando a necessidade de provar-se constantemente em um mundo desigual. “Vagabundo” é ressignificado, transmitindo a ideia de um indivíduo que não se prende a padrões, alguém que busca seus próprios caminhos e oportunidades. “Kush” refere-se a uma variedade específica de maconha, comum na cultura do rap e trap. Locais como “Recreio” e “Túnel Rebouças” ambientam a narrativa no Rio de Janeiro, enquanto as menções a “Off-White” e “Carhartt” destacam marcas de luxo e streetwear que denotam estilo e status. Por fim, “nave” é um termo popular para carro, especialmente quando se trata de um veículo impressionante ou novo, e “lacrada” reforça a ideia de algo recém-adquirido e intocado.

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