Descrição

Esta faixa narra a jornada de superação e ascensão de um indivíduo que, vindo de um passado de escassez e perigos, conseguiu conquistar respeito e poder. A narrativa explora a complexidade do sucesso, que, embora traga bens materiais e reconhecimento, também acarreta perdas e desafios. O protagonista reflete sobre a autenticidade de seu percurso, contrastando sua persistência e recusa ao crime com a superficialidade de outros. A faixa enfatiza a importância de manter a essência e os valores em meio à ambição, transformando a vingança em prosperidade. É um testemunho de resiliência, onde a família é o pilar, e a busca por uma vida melhor justifica a quebra de algumas leis. A letra celebra a recompensa de um esforço contínuo, culminando em conquistas materiais significativas.

Hey, hey, hey, hey

Lembro eu não tinha grana, dentro da selva eu só via onça
Tempo eu ganhei respeito, eu fiz do meu jeito
Eu tomei a força
Nego suas propostas
Eu já neguei o crime pelo que eu quero
Vale da sombra é casa
Eu domino a casa
Eu rimo em provérbios

Nego de paz endemoniado é o ferro
Quantas vezes no tribunal da vida foi ele que bateu o martelo
Perdemos alguns pela vida
Apesar das feridas mantivemos elos
A grana me trouxe mais percas
Inúmeras coisas mulheres, sucesso
Fazer o que eu faço amor, é realizar o que eu quero
Meu corre é feito na rua
Eu nunca fui traficante de prédio
Tão alto sonhar com mais caro, dobrar o salário aproveitar o tempo
Eles querem várias conquistas
Pra forga na pista
Sem ter o desempenho
Olhando daqui percebo as mudanças a volta
Eu recebo amigos, eu não tinha amigos, eu só tinha a coroa
Passaram por mim mas só perceberam agora
Eu nunca me vendi apesar de não ter muita escolha
E
Vários quer ter sucesso primeiro
Eu não lembro de um dia te tido sossego
Desde o início fiz isso direito fui sustentando o processo
Ser maior é melhor que a vingança, então hoje a vingança é ter tudo que eu tenho
Eu não lembro de corre tão pouco
Então hoje com pouco eu não me contento
E
Olhando do alto do voo eu lembro de dores passadas
Era eu no início correndo dos ‘coisa de peça cromada
Fazendo o possível pra ter tudo que eu não tinha em casa
Eu continuo quebrando essas leis, pra levar coisa pra casa

Rolex, Patek, grifes cara na minha ‘veste’
A família bem tá na minha prece
Eu tô conquistando que nós merece (2x)

Lembro eu não tinha grana, dentro da selva eu só via onça
Tempo eu ganhei respeito, eu fiz do meu jeito
Eu tomei a força
Nego suas propostas
Eu já neguei o crime pelo que eu quero
Vale da sombra é casa
Eu domino a casa
Eu rimo em provérbios

Só me fala o que quer, que eu te mostro melhor
Só não testa esse nego de paz
Tanto fez, tanto faz
Sei que a vida é louca
E o tempo curto demais
Uma areia, um sol, um resumo as ideia é mais quente do que os tribunais
O martelo é um ferro
E se ouve o berro
Certeza que mais um jazz
Perdas, lucros, contas, ganhos
Fiquei nos materiais
Eu, fui aos poucos perdendo minha alma
E, vi na selva onde os lobos ‘reinava’
Me mantive afoito e botei no bolso alcateia que me rodeava
Mas confesso só tinha a cora e mais nada
Só minha bandeira e mais nada
Só uma berma da seta rasgada
Um cano e a numeração era raspada
Quando eu caí pra pista e fugi da polícia
Ela nunca me demonstrou nada
Hoje faz de poltrona, no banco do carona da Meca Cereja blindada
Eu continuo quebrando essas leis, pra levar coisa pra casa

Lembro eu não tinha grana, dentro da selva eu só via onça
Tempo eu ganhei respeito, eu fiz do meu jeito
Eu tomei a força
Nego suas propostas
Eu já neguei o crime pelo que eu quero
Vale da sombra é casa
Eu domino a casa
Eu rimo em provérbios

A faixa utiliza diversas expressões para pintar seu cenário e personagens. A “onça” na “selva” metaforiza os perigos e adversidades do ambiente de rua. A palavra “nego” é empregada tanto para indicar negação (“nego suas propostas”) quanto para se referir a uma pessoa (“nego de paz”). O “ferro” é uma gíria para arma de fogo, simbolizando poder e ameaça. O “corre” descreve o trabalho árduo e a lida diária, muitas vezes informal. A figura do “traficante de prédio” contrasta com quem faz o “corre na rua”, sugerindo um operador em nível mais elevado ou afastado do cotidiano. “Forga na pista” descreve a ostentação superficial. “Coroa” é um termo carinhoso para mãe. “Coisa de peça cromada” é um eufemismo para armas, enquanto “mais um jazz” se refere a um disparo ou ato de violência. “Cora” é a forma abreviada de coragem. “Berma da seta rasgada” e “cano e a numeração era raspada” pintam um quadro de origem humilde e do submundo, com a descrição de uma bermuda simples e de uma arma de fogo com identificação removida. “Cai pra pista” significa ingressar na vida das ruas ou no crime. Por fim, “Meca Cereja blindada” é a abreviação de um carro Mercedes-Benz vermelho e à prova de balas, representando o ápice das conquistas e segurança.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música