Descrição

A faixa nos joga de cabeça no universo do trap, onde o eu lírico desfila uma confiança absurda e uma postura de quem domina tudo. Ele narra sua ascensão, de alguém que veio do nada para o topo, ostentando riqueza com cédulas e joias pesadas, sempre pagando à vista. A letra mistura a opulência com as raízes no gueto da Zona Norte, deixando claro que, apesar do luxo, ele mantém suas conexões e sua moral de rua. Há um desafio constante, com o rapper menosprezando os “falidos” e se colocando como um “corcel indomável”. É uma celebração do sucesso, da resiliência e da autenticidade, embalada por um tom de superioridade e um flerte com a vida marginal.

 

(EF, goddamn)
Ahn, ahn, ayy, ayy
É o M

Ahn, geral se perguntando quem é esses cara’ que domina a cena, eles são a nata (M)
Naquela cintura uma quadrada (ayy)
Piso e isolo, sua banca não entende nada (ayy)
Caixa eletrônico, mais um riscado do mapa
São cédulas em cima de cédulas, fiquei rico do nada

De balaclava tipo máscara ninja
Nem precisa muito papo, sabe que nós é mídia
Faz dinheiro, conta forte e come todas da lista
Ainda não sei o que é crédito, porque eu pago tudo à vista (ahn)

Chuva de dinheiro, vadia, você não me conhece
Foda-se, me paga, hoje em dia já não me reconheço
Mano, olha meu pescoço, uma Cartier de ouro maciço
O falido é tão fraco que, memo se eu tivesse no chão, não teria pena disso

É, Jardim Julieta, Zona Norte, sabe o CEP
Moleque do gueto, rima afiada, sabe, mestre
Tudo tá em dia, ouvi o som que cê falou de mim
Eu não sou envolvido, mas eu ligo uns referência sim

Em cima do quê? O certo é o certo, o errado é cobrado
Em cima do desrespeito, sabe, opinião formada
Quem é gueto tá ligado, sabe que meia palavra basta
Vai tomar um cacete e vai fazer a fórmula de Bhaskara

Eu odeio conta, mas hoje te ensino a matemática
Um mais um é igual a três? Se fudeu na prova básica

Ahn, geral se perguntando quem é esses cara’ que domina a cena, eles são a nata (M)
Naquela cintura uma quadrada (ayy)
Piso e isolo, sua banca não entende nada (ayy)
Caixa eletrônico, mais um riscado do mapa
São cédulas em cima de cédulas, fiquei rico do nada

De balaclava tipo máscara ninja
Nem precisa muito papo, sabe que nós é mídia
Faz dinheiro, conta forte e come todas da lista
Ainda não sei o que é crédito, porque eu pago tudo à vista (ahn)

Segura o rock quando chegar em você
Elas vê’ o volume na calça, já sabe’ o porque
É, bolo de nota no bolso, me senti um dublê (você sabe)
Mina de ouro na calça, tô usando uma LV (Louis)

Dentro da BM lacrada, ninguém me enxerga
O pai tá tipo Al Pacino, tirando uma dos comédia’
Se essa mina é falsa comigo, com ela não faço média
O pai é corcel indomável, aqui ninguém me põe rédea

A faixa está recheada de gírias e expressões do universo trap. “Nata” designa os melhores, o topo da cena. “Quadradinha” é uma gíria para arma de fogo, e “piso e isolo” significa dominar e afastar rivais. “Banca” refere-se ao grupo ou equipe do rapper, e “riscado do mapa” a algo eliminado ou destruído. “Nós é mídia” destaca a influência e notoriedade do grupo, e “conta forte” indica ter muito dinheiro. Um “comédia” é alguém insignificante. “Ligo uns referência” implica ter contatos importantes. “Quem é gueto tá ligado” e “meia palavra basta” reforçam a comunicação e o entendimento intrínseco de quem vem da comunidade. “Vai tomar um cacete” significa levar uma surra, e a “fórmula de Bhaskara” é uma metáfora para uma punição complexa e severa. “Rock” e “bolo de nota” são sinônimos de grandes quantias de dinheiro. “Dublê” é usado para quem ostenta tanto que parece irreal. “Mina de ouro na calça” pode indicar joias valiosas no bolso ou uma mulher cara. “Não faço média” expressa autenticidade e aversão à hipocrisia, e “corcel indomável” descreve alguém incontrolável e poderoso.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música