Maconha
Descrição
A faixa "Maconha" de Filipe Ret é um hino de libertação e resistência, mesclando a celebração do consumo de cannabis com uma crítica social contundente. A música aborda a hipocrisia e a corrupção ("Ganância sem fim deixou o povo revoltado", "A casa caiu, tu se fudeu, seu deputado"), contrastando a honestidade do dinheiro "suado" com a ilicitude dos poderosos. Em meio a essa revolta, a cannabis surge como um catalisador para a autenticidade e o bem-estar, com o refrão questionando "Que mal tem maconha?". A letra transborda a mensagem de "viver" plenamente, não apenas "estar vivo", clamando pela legalização e afirmando a qualidade do "fumo do bom" proveniente de "home grow" ou "Colombia", tudo enquanto enaltece a lealdade e a força do coletivo. É um manifesto que entrelaça o prazer individual com a busca por justiça e liberdade.
Letra
Olha o Colombia aí, neguin!
Nóis é abençoado
O ritmo é bom e o baseado deixa mais chapado
Acende, passa a goma e rola pro lado
Nóis né bagunça não, caralho
Ganância sem fim deixou o povo revoltado
A casa caiu, tu se fudeu, seu deputado
'Tô bolado!
Yeah
Meu dinheiro é honesto e suado
(Tey, tey, tey, tey, tey, tey, tey)
Haan, oh woah
Fumem maconha
Haan, oh woah
Que mal tem maconha?
Haan, oh woah
Fumem maconha
Haan, oh woah
Aqui tem maconha!
Menina dos olhos negros
'Cê me faz renascer com esse jeito suave e meigo
Não 'tô vivo, porra! Eu 'tô vivendo!
A benção do desassossego
Vem pro seu nêgo
Esqueci em que anos estamos
Milhões em recursos somem, é o mal do homem
Pelas asas do céu eu vou me libertar (filha da puta!)
Yeah
Só sangue azul do Catete jogando a fumaça pro ar
'Tá tudo bom, e o pé de planta, bota a bola pra rolar
Eu e o tRé junto, nada pode nos parar! (Pode nos parar)
Eu já falei e repito, "Legalize já!" (Legalize já!)
Tem o vivaz, tem o sagaz, é tudo linha de frente (de frente!)
Tem home grow, tem do Colombia, é só vir falar com a gente!
Uns até tentam imitar (oi?)
Te digo que jamais serão (jamais)
Eu tenho beck, isqueiro na mão
'Tô pronto pra tacar fogo, então passa!
Haan, oh woah
Fumem maconha (só fumo do bom)
Haan, oh woah
Que mal tem maconha? (Maconha, maconha, maconha)
Haan, oh woah
Fumem maconha (oi)
Haan, oh woah
Aqui tem, maconha! (Só fumo do bom)
Só fumo do bom
É só fumo do bom
Só fumo do bom
Só, só, fumo, só fumo, só fumo, só fumo
Só fumamo do, só fumamo do bom
Fumem, fumem, fumem
Só fumo do bom
Só fumo do bom
Só fumo do bom
Só fumo do bom, yeah boy
Só fumo, só fumo, só fumo, só fumo, só fumo, só fumo
Do bom, do bom
Só, só, só fumo do bom, bom
Só fumo do bom
Gírias
"A casa caiu" é uma expressão popular que indica que uma situação desfavorável foi descoberta ou que alguém foi pego em flagrante, significando que o esquema foi desmascarado. Já "'Tô bolado" significa estar zangado, irritado ou chateado com algo. "Sangue azul do Catete" é uma referência cultural onde "sangue azul" remete à nobreza, mas aqui é ressignificado para designar uma autenticidade e uma linhagem de rua, ligada ao bairro histórico do Catete, no Rio de Janeiro, de onde o artista tem raízes. "tRé" é um apelido ou forma abreviada que o próprio Filipe Ret usa para se referir a si mesmo ou ao seu coletivo. "Passa a goma" é um pedido para que se entregue o papel de seda usado para enrolar cigarros de maconha.