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menor do corre

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Letra

Madrugada vem me avisar
Que os homens de farda não tão pra me proteger
A rua ensina que não tem perdão
E a lei dos homens aqui se faz com as próprias mãos
Só quero paz pra todas as comunidades
Maldade é lobo em pele de cordeiro e se esconde a malícia
Meu pai me disse que polícia só protege rico
E nós tem que fazer dinheiro e fugir de polícia
Os muro cada vez mais alto simboliza o medo
Aumenta as casas na favela, aumenta o desemprego
Já perdi as contas de quantos amigos eu perdi assassinado no barraco por não ter arrego
Esse é o peso da saudade, de levantar da cama com um aperto no coração
O amigo desarmado e mesmo assim eles atiraram, entraram pra matar essa foi a intenção
Mais uma mãe que tá de luto, mais uma família sem notícia e sem resposta
Eles falaram que foi na troca de tiro mas o corpo foi encontrado com doze tiro na costa
E toda vez que morre um mano meu, um pedaço do meu sonho também morre
Porque eu prometi pra eles que nós ia virar, e ia poder sair da boca sem viver de corre
Hoje cê sabe porque eu corro, sabe do motivo de eu vir roubar a cena
É fazer dinheiro pra caralho, meus irmão tudo empresário, longe de porco fardado e nunca mais ouvir falar de algema
E eles não querem que um dia faça um filme meu, e muito menos se o final for eu cheio de paco
Quero meu filme igual do 50 Cent, e eles de Última Parada 174
E eles não querem que um dia faça um filme meu, e muito menos se o final for eu cheio de paco
Quero meu filme igual do 50 Cent, e eles de Última Parada 174
Madrugada vem me avisar
Que os homens de farda não tão pra me proteger
A rua ensina que não tem perdão
E a lei dos homens aqui se faz com as próprias mãos
Solitário e pensativo numa noite fria
Percebi que traficar flow é melhor que drogas
Percebi que fazer rima é meu sentido em vida
E que sem dificuldades não existe glória
Direto do Prosa, se o rap é o crime eu vou estourar
Cês são procurado tipo Brayan Bremer, eu procurado tipo Escobar
Meu bonde na pista e vocês ficam triste (skr, skr)
Deus que é por mim tá no céu, e o RVL$ tá no beat, ei!
Cê fala que é gueto né, que a favela é nós
Que quando cê ver os menor lá no corre, é um soco na lata
Pra tirar os menor lá do corre, o rap é a voz
Mas, cês que sustenta essa porra, a quebra tem a boa e vocês só vem nela pra encher a napa
Tipo Robinho, dando canetada no solto
Nosso disco ainda nem tá nos planos, minhas aposta na gang é que voa
Por isso não posso me perder por pouco, minhas vontades e sonhos em jogo
É, e o sorriso da minha coroa (Dona Ana)
Eu queria falar sobre grana, ou viver uma vida de amor
Ou, viver a vida de bacana, sem esse ódio e rancor
Mas esse ódio e rancor, faz eu das tracks o imperador
Como vou falar de amor? Se na favela ainda impera a dor
Madrugada vem me avisar
Que os homens de farda não tão pra me proteger
A rua ensina que não tem perdão
E a lei dos homens aqui se faz com as próprias mãos
Direto do Prosa, Marreca City
Só o começo, #333éAGANG
Skr, skr

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