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Minha Tribo
Descrição
Em "Minha Tribo", Filipe Ret entrega uma jornada introspectiva e coletiva, explorando a tensão entre a identidade pessoal e o pertencimento a um grupo. A faixa mergulha em um cenário de vulnerabilidade e desespero, marcado pelo vício e pela busca incessante por fuga de uma realidade sufocante. Através de descrições vívidas de um ambiente caótico e marginalizado, a música expressa um grito por libertação, mas também uma lealdade inabalável aos "amigos e inimigos" que compõem sua "tribo". O artista articula a ideia de que, antes de sua individualidade, existe uma conexão profunda com esse coletivo, que age como força motriz e de resistência em meio a um pandemônio urbano de protestos e confrontos. É uma reflexão sobre a resiliência humana e a complexa relação com o ambiente e com os semelhantes.
Letra
Sou minha tribo e a vontade de fugir
Eu sou minha tribo e a vontade de fugir
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Eu sou nhami botri e a datevon de girfu
Num entra e sai de viciado constante
É alucinante sobreviver aqui
Merda de sonho, merda de vida
Não vejo nada, só garrafa, cachimbo e seringa
Bebida acabou, não tem nada pra usar
Mano, vai pra rua comprar, vai logo comprar
Não aguento mais esse lugar sujo
Quarto, sua voz no fundo
Seu bom humor consegue me irritar
Mó cheiro ruim no quarto, cadê meu gato?
Há dias que eu não vejo ele por aqui
Vai lá comprar um cigarro
Pra sei lá, só quero fugir de mim rápido
Eu sou minha tribo e a vontade de fugir
E a vontade de fugir
Aos amigos e inimigos, beijos e tiros
Antes de ser eu, eu sou minha tribo
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Sou nhami botri
Bombeiros e PMs, sirenes, cheiro de caos no ar
É fácil observar que o chão treme
Marginais estão descendo Laranjeiras com ódio no olhar
Nada vai sobrar em plena quinta-feira
O fogo sobe, ninguém se move
Rebeldes tão pichando, coquetel Molotov voando
Prédios comercias afundam, muitos se juntam a nós
Redes de esgoto inundam
Vidros de vitrines voam pelos ares
Vítimas defendem seus respectivos pares
Vestidos de palhaço a gente faz o pandemônio
Botando fogo em nossos malabares
Vidros de vitrines voam pelos ares
Vítimas defendem seus respectivos pares
Vestidos de palhaço a gente faz o pandemônio
Botando fogo em nossos malabares
Eu sou, minha tribo e a vontade de fugir
E a vontade de fugir
Aos amigos e inimigos, beijos e tiros
Antes de ser eu, eu sou minha tribo
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Sou nhami botri
Terror do beat, vou na minha
Terror do beat, vou na minha
Ret, terror das rimas, terror dos beats
E do estradão
Eu sou, minha tribo e a vontade de fugir
E a vontade de fugir
Aos amigos e inimigos, beijos e tiros
Antes de ser eu, eu sou minha tribo
Eu sou, minha tribo e a vontade de fugir
E a vontade de fugir
Aos amigos e inimigos, beijos e tiros
Antes de ser eu, eu sou minha tribo
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Sou nhami botri
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Sou nhami botri e a datevon de girfu
Sou nhami botri
Gírias
A expressão "Nhami botri e a datevon de girfu" é uma inversão fonética ou rearranjo das palavras "Minha tribo e a vontade de fugir", utilizada de forma enigmática para reforçar a dualidade e a desorientação presentes na letra. "Laranjeiras" faz referência a um bairro do Rio de Janeiro, situando a narrativa de caos e rebelião em um local específico da cidade. Já "Terror do beat" e "Terror das rimas" são termos do universo do rap e trap que indicam grande domínio e habilidade na produção musical e na escrita de letras, com o artista se autoproclamando mestre em sua arte.