Tributo ao TTK
Descrição
“Tributo ao TTK”, de Filipe Ret, é uma faixa que se destaca por sua abordagem lírica enigmática, empregando uma linguagem intencionalmente invertida e codificada. A música se desdobra como uma celebração da resiliência, da lealdade e da conquista de espaço na cena do trap. As frequentes menções a “TTK” (muitas vezes como “Teteca”) parecem ser uma homenagem ao coletivo e ao projeto “Cacete de Bala”, reforçando a identidade e a união do grupo diante dos desafios. Apesar da sua codificação, a faixa transmite uma poderosa mensagem de autoconfiança e superação, convidando o ouvinte a decifrar suas camadas para se conectar mais profundamente à narrativa de ascensão e resistência que o artista busca comunicar através dessa linguagem única.
Letra
No beat: Mãolee
Pro-pros acri do TTK
Pros acri, pro-pros acri do TTK
Pro-pros acri do TTK
Pros mãoir do T-TTK
Pelifi Tre
KB, Insa, Isdonupnai
Ckrie nos cosdi
É ssima, néma, yeah
Mosva terba o bortam
Jeho RF é poti um tosan
Vesal pras laevi
Vesal pras lavefa, taspi
Os dorgajo de doto tocan, yeah
Hey, raho de lharbatra
Tame de çarvana
Canun ouv rarpa
Ayy, trá-trá-trá-trá
Teteca à Pala
Mes dar lapa
Mova te ssarvetraa
Só isma bobra
Toredi do Teteca, é riosé
Onã dá pra garne que o torse é torse, acri
De tocan com quebe na brasom
Deon dedamal é dedabon tão torpe, ah
Pro-pros acri do TTK
Pros acri, pro-pros acri do TTK
Pro-pros acri do TTK
Pros mãoir do T-TTK
A nace beirou poti coban
Ire no pra quepor sou alre babam
Teteca vevi, gonê, ssane rrapo
Dêca os topei de çoa? Cevô não é o Boram, colou, oi
Presem mocal, çãosidispo
Lape nhami reaá, lope ssono vopo
Ovô poti coso, yeah
É snó que tá quia, raguse ssae darrapo, oi
Ayy, topron pra talu
Tarquiscon meu garlu
Mefir na talu
Ahn, se não tougos, marto no uc
Tô presem no crolu
Guesan, orsu e fé
De gelon quia nós besa quem é, ó
Guese o lebai e guese o tmori
Onã ssopo garne que vivi docanpe
Mãolee, Mãolee, Mãolee no beat
Gírias
A característica mais marcante e que funciona como uma “gíria” estilística na faixa é a utilização de palavras e frases escritas ao contrário ou de forma intencionalmente cifrada, criando uma linguagem particular. Exemplos notáveis incluem “Pelifi Tre” (Filipe Ret), “KB, Insa, Isdonupnai” (nomes de outros artistas, como BK, Sain, Sidoka, que são frequentemente parceiros do artista, invertidos) e “Teteca”, que é o reverso de “Cacete” e, no contexto, alude ao projeto “Cacete de Bala” ou ao coletivo TTK, um pilar na trajetória do artista. O termo “TTK” no título e na letra serve como um selo de identidade e pertencimento, exigindo do ouvinte uma decodificação para plena compreensão da homenagem.