War
Descrição
“War”, de Filipe Ret, é uma faixa que encapsula a filosofia de um artista que enxerga a vida como uma batalha incessante. A letra exalta a ambição desmedida, a autossuficiência e a busca implacável pelo sucesso, rejeitando qualquer traço de fragilidade ou compaixão. O eu lírico se posiciona como uma entidade evoca pelo "deus da guerra", determinado a construir seu "castelo" através do acúmulo de riquezas e da dominação. A música expressa um desprezo pelos "fracos" que buscam apenas a felicidade, enquanto a luta é vista como eterna e intrínseca à existência. A repetição do refrão "Guerras não acabam, até morrer elas existem" sublinha a percepção de um mundo onde a sobrevivência e a ascensão dependem de uma mentalidade combativa e implacável, transformando inimigos em motivação para cantar.
Letra
Vou construir o melhor castelo empilhando o meus paco
Pra mim o mínimo do mínimo é dar meu máximo
Nasci com o deus da guerra no meu corpo evocado
O desejo de ser feliz é a meta dos fracos, yeah, yeah
Hoje só tô dependendo de mim
Tu tem que saber acreditar em si
Ela quer sentar junto com as amiguinha
Minha semente é boa, tô colhendo green
Hoje minha grana trabalha pra mim
Sei que essa luta nunca vai ter fim
É que ela me ama, porque eu sou assim
Mas nunca vai entender como eu cheguei aqui, yeah
Os otário são tão bonzinho, vamo pisar
Se falarem de compaixão, vou rir até chorar
Não sei se o som é Beatles ou tiro de AK
Inimigos sem respirar me fazem cantar
Porque
Guerras não acabam, até morrer elas existem
Meu bem
Guerras não acabam, até morrer elas existem
War, war, war
War, war, war
War, war, war
War, war
Ahn, acende o isqueiro
Na patente mais alta, sigo tacando o puteiro
O dia inteiro chapado, ela senta no pelo
Câmera lenta enquanto aperto o baseado
A lei da selva e a lei do crime andam lado a lado
Toda quebrada eu considero e sou considerado (ua, ua)
Disparo, depois pergunto se machucou
Jogo o band-aid, essa é minha forma de amor
Sem urucum, mas tanto sangue me camuflou
Bactéria ou Deus, não sei te dizer quem sou
Os otário são tão bonzinho, vamo pisar
Se falarem de compaixão, vou rir até chorar
Não sei se o som é Beatles ou tiro de AK
Inimigos sem respirar me fazem cantar
Porque
Guerras não acabam, até morrer elas existem
Meu bem
Guerras não acabam, até morrer elas existem
War, war, war
War, war, war
War, war, war
War, war
Gírias
“Paco” refere-se a maços de dinheiro. “Colhendo green” significa acumulando lucros ou colhendo os frutos financeiros de seus esforços, onde “green” alude a notas de dinheiro. “Tacando o puteiro” é uma expressão para causar grande agitação, desordem ou impor domínio de forma irreverente. “Sentar no pelo” descreve sentar-se diretamente, sem roupa íntima ou pudor. Por fim, “urucum” é uma planta cujos frutos produzem um pigmento vermelho, frequentemente usado para pintura corporal por povos indígenas, e aqui é usado em contraste com o "sangue" das batalhas ou do cotidiano.