Descrição

A faixa mergulha fundo na realidade da rua, retratando a vida de um indivíduo que se movimenta no Brasil com suas raízes latinas. A lealdade é um pilar, com o eu-lírico cercado apenas por “manos verdadeiros” e deixando claro que traição tem um preço alto. Há um foco intenso na ascensão financeira, com a busca por grana e o desfrute do luxo, como itens de grife, vistos como frutos do trabalho árduo e da resiliência. A narrativa também explora a desilusão amorosa e a dificuldade de se apegar em um ambiente onde o afeto pode ser uma fraqueza. É um hino sobre a sobrevivência, o poder, a ostentação e a constante vigilância em um mundo onde a confiança é um artigo raro, mas a disposição para lutar e se reerguer é inabalável.

Latino-americano, movimentando em solo brasileiro
Na quebrada com os parceiro’ do bairro, desce dose, cartilhado na mesa (Ah)
Bico passa e quer colar, mas não vai (Yeah)
Do meu lado, só mano verdadeiro (Oh yeah)
Pisou na bola, vai comer formiga, nós faz ‘cê vestir um paletó de madeira
Disposição, quem ‘tá tendo é nós me’mo, colabora só quem é real
Acreditei em uma piranha, quase que ela fode com um mano mil grau (Aight)
Deus me livre acreditar em outra ho
Vai ser pra sempre algo que é carnal (Não)
Eu não posso me apegar no amor
No meio da guerra, é uma arma letal
Levei a baby pra gastar dinheiro (Dinheiro)

 

Hã, compra Prada, compra Louis, compra (Compra)
Que se foda, eu trampo, eu conto grana (Ah)
Se eu cair, amanhã, já levanto
Nós não nasceu pra viver no pouco (Não)
Fiel louco, tipo um bom malandro
Veja armas em cima da mesa, veja drogas em cima do banco
Favela ‘poca, ‘bê (Ah)
Eu de tech, ela Bape, make da Mary Kay
Cristal na minha corrente, na gaveta, deixa a peça e o pente (Frrt, frrt, frrt, frrt)
Exclusividade no armário (Ha), algumas marcas querem collab
Um tapa no beck, acende, minha visão aguça, percebo quem é quem

 

Latino-americano, movimentando em solo brasileiro
Na quebrada com os parceiro’ do bairro, desce dose, cartilhado na mesa
Bico passa e quer colar, mas não vai (Yeah)
Do meu lado, só mano verdadeiro
Pisou na bola, vai comer formiga, nós faz ‘cê vestir um paletó de madeira
Disposição, quem ‘tá tendo é nós me’mo, colabora só quem é real
Acreditei em uma piranha, quase que ela fode com um mano mil grau
Deus me livre acreditar em outra ho
(Vai ser pra sempre algo que é carnal)
(Eu não posso me apegar no amor)
No meio da guerra, é uma arma letal
Levei a baby pra gastar dinheiro

A letra é rica em termos da cultura urbana, começando com “quebrada”, que se refere a um bairro de periferia ou favela. “Cartilhado na mesa” sugere ter cartas de baralho ou pilhas de dinheiro na mesa, indicando um ambiente de jogos ou transações. “Bico” é o intruso ou informante, enquanto “comer formiga” e “paletó de madeira” são metáforas para morrer e caixão, respectivamente. “Mil grau” descreve algo intenso e de alta qualidade. “Ho” é um termo depreciativo para mulher. A expressão “fiel louco, tipo um bom malandro” pinta o retrato de alguém extremamente leal e astuto, que domina as ruas. “Favela ‘poca, ‘bê” ilustra uma favela em plena efervescência. Referências a “Tech” e “Bape” mostram a ostentação por marcas de luxo urbanas. “Peça e o pente” são gírias para arma de fogo e seu carregador, e “collab” é a abreviação de colaboração com marcas. Por fim, “um tapa no beck” significa dar um trago em um cigarro de maconha.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música