Descrição

A faixa mergulha fundo na mentalidade de quem venceu na vida sem esquecer suas raízes. O narrador celebra a fortuna conquistada através do “corre”, afirmando sua permanência no bairro, no gueto, como um pilar de sua identidade. Ele revela uma resiliência notável, transformando perdas e dores em aprendizado, algo “normal” em seu dia a dia nas ruas. A letra pinta um quadro vívido da realidade urbana, onde a proteção é primordial – um colete e uma arma substituem símbolos tradicionais de fé. É um convite para entender o movimento das ruas, a autenticidade de um amor que compreende o chão de onde ele veio e a inabalável determinação de quem se recusa a ser derrubado, guardando seu capital debaixo do colchão e mantendo a lealdade à sua crew. É a narrativa crua de um sobrevivente que prosperou, mas que nunca perde a essência da sua origem.

Ouça! (Ah)

 

Contabilizando mais ligeiro que os comédia’
Porque isso é tão normal no meu bairro
Dinheiro na mente, eu não mudo meu trajeto
Mesmo rico, eu permaneço no bairro (Gueto)
Não tou mais de luto, mas ainda uso preto
Desfilando no bairro
Aprendi com a perda (Ahn), lido com as minhas dores
Porque isso é tão normal no meu bairro (Ouça!)
Contabilizando mais ligeiro que os comédia’
Porque isso é tão normal no meu bairro (Niink)
Dinheiro na mente, eu não mudo meu trajeto
Mesmo rico, eu permaneço no bairro, bebê
Não estou mais de luto, mas ainda uso preto
Desfilando no bairro (Gang)
Aprеndi com a perda, lido com as minhas dores
Porque isso é tão normal no mеu bairro (Hã)

 

Baby, eu te apresento as ruas do gueto, como vivemos aqui dentro (Oh)
Observe atenta que o movimento rola a céu aberto
(Bem-vinda ao meu bairro, sexta-feira)
Faz frio em São Paulo, mas tô bem acompanhado (É)
Carro com três letras, bebê do meu lado de colete (Ah)
Crucifixo tá na gaveta, no porta luva uma 9 preta
Amém, Senhor
Corri atrás do meu, dobrei o valor
Eu já vi meu final, isso só comprovou
Que não existe queda que me faz ficar no chão
Dinheiro pra caralho debaixo do meu colchão (Whaat?)
É fácil me amar agora
Mas me traga seus sentimentos com seus pés no chão (É)
Aprendi a lidar com a minha frustração (Yeah)
Porque isso é tão normal no meu bairro

 

Contabilizando mais ligeiro que os comédia’
Porque isso é tão normal no meu bairro
Dinheiro na mente, eu não mudo meu trajeto
Mesmo rico, eu permaneço no bairro (Bebê, Ahn, Gueto, Ah)
Não estou mais de luto, mas ainda uso preto
Desfilando no bairro (Slime)
Aprendi com a perda, lido com as minhas dores
Porque isso é tão normal no meu bairro (Até o fim)

Na letra, “comédia'” refere-se a indivíduos falsos, oportunistas ou rivais que não levam o “corre” a sério; “gueto” é usado para enfatizar a origem periférica e a identidade ligada ao bairro; “movimento rola a céu aberto” descreve as atividades de rua, muitas vezes ilícitas, que acontecem à vista de todos; “carro com três letras” alude a marcas de carros de luxo (como BMW, AMG); “bebê do meu lado de colete” sugere a presença de um protegido ou segurança; “9 preta” é uma gíria para uma pistola 9mm, simbolizando proteção e poder nas ruas; “dinheiro pra caralho” denota uma quantia exorbitante de dinheiro, associada aos lucros do hustle; e “Slime” é um termo para amigos próximos ou membros da crew, comum na cultura trap.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música