Descrição

A faixa é um mergulho cru e honesto na mente de alguém que conhece a rua de perto. A letra expressa a dureza de um estilo de vida sem segundas chances, onde cada decisão tem o peso de um “último episódio”. O artista compartilha a dor da perda de amigos (“fora de fase”), a luta para se manter autêntico e a rejeição à superficialidade, se posicionando como rapper, não influencer. É um relato sobre o esforço incansável para sair da dificuldade, a responsabilidade de sustentar a família e o respeito conquistado na adversidade, mantendo os pés no chão mesmo diante do sucesso. A faixa é um lembrete de que a vida nas ruas exige lealdade, força e a consciência de que o tempo é valioso.

Baby isso não é uma série
Não tem temporada depois do último episódio
Eu passei um tempo nessas ruas
Inevitável enxergar tudo com ódio
Você jura que ainda me deseja mas como mente olhando nos meus olhos
Meu tempo é grana, você não entende todas vezes que eu precisei ir pro corre

 

Comercializando dentro de um bairro nobre
Existem dois lados da moeda um quer que cê fique outro quer que retorne
A vitória tem o mesmo gosto por mais que o processo ainda demore
Garota eu juro que fiz de tudo pra você não se tornar só uma memória

 

Meu mano Cleiton foi embora fora de fase
Eu ainda era muito novo, mas vi meu irmão lidando com a saudade
Hoje eu derramo o gole do drink
Eu prometi que não seria uma fraude (fraude)
Tipo efeito dominó, vai cair um por um não tem segundo round

 

(Cê já sabe, ye)
No meu bairro eu criei uma tendência
E foi no mesmo bairro que chorei pelo meu mano naquela ocorrência
Não falo sobre coca essa porra fez meu irmão cair durante a adolescência
Eu sou rapper não sou influencer, agora cê sabe a diferença

 

Baby isso não é uma série
Não tem temporada depois do último episódio
Eu passei um tempo nessas ruas
Inevitável enxergar tudo com ódio
Você jura que ainda me deseja mas como mente olhando nos meus olhos
Meu tempo é grana, você não entende todas vezes que precisei ir pro corre

 

Acordado tarde já está clareando, tá perto das 9: 00
Eu ainda não fechei meus olhos, procurei razão pra isso que me move
Se meu rival me usasse como espelho talvez ele não morreria pobre
Cê não ganha o respeito das ruas porque com grana você vira as costas

 

Deus me perdoe eu preciso ir logo
Ele jura que não sente medo mas um mano real sempre teme a morte
Porque ele carrega o fardo de saber que sem ele a família sofre
Sem ele não anda, sem ele o dinheiro não sobra

 

Esse tempo todo eu estive tentando irmão
Estive trabalhando sem olhar pro relógio, trancado no estúdio
Agora é hora de ir pras ruas, elas chamam meu nome
(Cê já sabe!)

 

Use de referência a imagem no espelho
Faça com que seja seu último ano quebrado
Apesar dos ganhos, eu continuo no bairro, eu continuo nas ruas
Só entende quem passou o que eu passo

 

(De um mano das ruas)
(Pra um mano das ruas)

A música está recheada de termos que pintam um retrato vívido do universo do trap. “Ir pro corre” descreve a necessidade de se virar e fazer dinheiro, muitas vezes em atividades arriscadas ou ilícitas. Quando se fala que alguém “foi embora fora de fase”, refere-se a uma morte prematura, inesperada ou antes da hora. “Derramar o gole do drink” é um gesto simbólico de brindar ou homenagear alguém que se foi, geralmente derramando um pouco da bebida no chão. “Ocorrência” aqui remete a um evento problemático ou violento, muitas vezes envolvendo a polícia. Por fim, “cair” no contexto da letra, significa sucumbir à dependência química, ilustrando o impacto devastador das drogas.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música