Descrição

A faixa mergulha fundo num universo onde o luxo se entrelaça com a rua, traçando um retrato vívido da ascensão de um jovem protagonista. Ele ostenta sua riqueza, fruto de um “corre” que exige discrição e esperteza, e descreve um estilo de vida hedonista ao lado de sua “novinha” — uma figura sensual e cúmplice em suas aventuras. A letra exalta a lealdade da “gang” e a transformação de seus amigos, que decolaram na vida e na mídia, vestindo grife e desfrutando de uma opulência contrastante com a mediocridade alheia. Há uma pegada de autoafirmação e rebeldia, misturando referências culturais diversas e mostrando um domínio do seu espaço, sem receios de quem tenta “atrasar o corre”. É um hino à resiliência e ao sucesso conquistado à margem, com muita atitude e sem pedir desculpas.

Neckklace
Yeah, é o Corredor

Dente de prata enfeitando a minha boca
A minha novinha é tipo panicat
E-ela se joga, vem tirando a roupa
Com piercing no umbigo, toda piriguete
Na Vila Prudente fumando maconha
Subi na pracinha, tô pelos acesso
Eu não consigo gastar tanto cash
Imagina se (ah)
Imagina se eu passo no, passo no shopping, alguns artefatos praa minha madame
A-a-apelidei meu beck de Van Damme
Praa minha puta dou Tiffany e Chanel
Troca de cabelo mais que a Slipmami
Muito fogosa, com tattoo na bunda
Muito flexível, ela faz ioga
Quer me dividir com a amiga dela
Quer dividir tudo, me sinto em Cuba
Não fode, não fode, meu mano, eu sou Lula
Não fode, fumando charuto cubano
A Salve Crazy é tipo o Bloco 7, 2017, atleta do ano
Huh, malote embaixo do pano
Eu não posso, eu não posso ficar moscando
Tem vários que quer atrasar o meu corre, por isso, trampo em silêncio
Pego esse hash da Europa, pego esse hash da Europa (yeah, yeah)
Não gasto porque eu tô com flash
Meu mano, não, mano não testa
Meu mano, não, mano não testa
Pego esse hash da Europa (yeah, yeah)
Não gasto porque eu tô com flash
Meu mano, não, mano não testa (é o Corredor, yeah, yeah)
Meu mano, não, mano não testa (let’s get it)

Yeah, não brinca com a gang, nego
Cê sabe que cê não pode brincar com a gang, yeah
Uh, uh
Nego, não testa, nós tamo no Tesla
Nós pega, acelera e foda-se o radar
Yeah-yeah, e eu vejo que esse nego é falso
E eu vejo, e eu vejo que esse nego é falso
Tô carimbando meu nome nas ruas (yeah)
Tô carburando a planta com a puta
Fudendo, fudendo ouvindo Cazuza
Fudendo, fudendo ouvindo Cazuza (okay)
Ahn, ahn, ahn, ahn
Tamo fumando um, dois, três beck (ahn, ahn, ahn, ahn)
A minha novinha é tipo panicat (ahn, ahn, ahn)
Ele tem grana, mas não tem swag
Let’s get it, let’s get it, let’s get it, let’s get it (yeah)
Ela fode comigo quando tá na bad
Ela-ela que arranca no baile, na ida
Ela se envolve e chama as amiga
Ela-ela se envolve porque nós tem
Ela se envolve porque nós patrocina
Todos meus mano mudaram de vida (de fato)
Todos meus mano ficaram na mídia (de fato)
Todos meus manos com peça de grife (de fato)
Todos seus manos com peça da China

Dente de prata enfeitando a minha boca
A minha novinha é tipo panicat (de fato)
Ela se joga, vem tirando a roupa
Com piercing no umbigo, toda piriguete
Na Vila Prudente fumando maconha
Subi na pracinha, tô pelos acesso
Eu não consigo gastar tanto cash
Imagina se (ah)
Imagina se eu passo no, passo no shopping, alguns artefatos praa minha madame
Apelidei meu beck de Van Damme

A faixa desfila um vocabulário que situa o ouvinte no universo do trap: ‘panicat’ e ‘piriguete’ descrevem a figura feminina presente na narrativa; ‘Vila Prudente’ e ‘pelos acesso’ contextualizam o cenário urbano e a influência do narrador. O ‘beck’ é apelidado de ‘Van Damme’, talvez por sua intensidade, e o ‘hash da Europa’ denota qualidade. ‘Não fode, meu mano’ é um aviso, enquanto ‘ficar moscando’ significa distrair-se e ‘atrasar o corre’ é tentar atrapalhar os negócios. A comparação com ‘Lula’ sugere poder, e o ‘malote embaixo do pano’ representa lucros discretos. ‘Não gasta porque eu tô com flash’ indica uma abundância financeira que não precisa de ostentação. ‘Carimbando meu nome nas ruas’ mostra o desejo de reconhecimento. A ‘novinha’ ‘arranca no baile’, dominando a cena, e ‘patrocina’, bancando gastos. Referências culturais como ‘Slipmami’ e ‘Cazuza’ são usadas, e o contraste entre ‘peça de grife’ e ‘peça da China’ simboliza autenticidade e status.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música