Hey, CHEEK, what you
Panela suja e tênis rasgado, pontas na mesa
Bolso vazio, mente vazia pensa besteira
Poucos irmão’ de verdade, eles viram a fortaleza
Criando sua própria sorte, que a vida é uma surpresaUm cospe chumbo, que cospe muito, que é uma belê’
Ouvindo Djonga, ele sonha com a Lamborghini preta
Querendo grana sem nem ligar pro que o jornal fala
Reza pra que a mãe não mexa na terceira gavetaDivide o som do fone de ouvido com grito e bala
Sirene passa, o doze embaça, mas pega nada
Pivete é frio, entoca essa porra dentro da alma
Se perguntarem, tu sabe, se souberem, não fala
Cidade toda desacredita, pouco habitante
Seu plano não dava certo se fosse algo grande
Tem os de fé que conhece a arte, não deixa rastro
Que pelo money e adrenalina, derrama sangue
De bala clava, ele se mascara e prepara as bala’
Pouca garantia, mas o pouco bastava
Cheiro de medo, mas o dedo não trava
Capaz de olhar no olho sem escorrer uma lágrima
Desculpa, mãe, mas a secretaria virou refém
O segurança no chão não pode chamar ninguém
Ele queria poder e grana, e agora tem
Divide com os aliado’ enquanto a polícia vem
[Verse 2 – Teto, WIU & Mirella Costa]
Tinha malote nos bancos de trás
Confiava no meu mano, ele era sagaz
150 por hora, a luz da aurora
Sabia que não podia voltar atrás
Isso é só porque eu queria provar pra mim mesmo
Essas horas, só consigo lembrar dos conselhos
Mas a vida ensinou que quem tá embaixo pode tá em cima
Um simples gesto de atitude pode mudar o clima
Era como se o mundo parasse por um instante
A cura do Estado concentrada em uma fonte
Eu só queria ir até cair num horizonte
Num lugar bem distante daqui
Ouvia vozes no ouvido dizendo que eu ia conseguir
Do outro lado, eu sentia um cheiro de sangue
Sem saber se era de mim
Vi o meu mano cair na minha frente
Com um tiro que atravessou o seu rim
Tinha vinte viaturas cercando meu carro
Eu sabia que era meu fim
[Outro – Mirella Costa]
Yeah, yeah
Yeah, yeah-ah
