Descrição

A faixa mergulha na realidade crua de quem ascendeu de um ambiente desafiador, onde a “neurose embutida” é uma companheira desde cedo. A narrativa centraliza-se na autossuficiência e na desconfiança das relações superficiais, destacando que muitos se aproximam apenas pelo sucesso. O eu-lírico enfatiza a importância da fé e da confiança em si mesmo e em Deus, enquanto mantém uma postura reservada, sem criar vínculos. A letra revela um coração calejado, que aprendeu a “leitura de olhar” na “selva” das ruas, onde a dor é solitária e a ajuda é rara. Há um sentimento de ódio passado e um retorno transformado, mas com a essência de quem sobreviveu ao “pistão”. No entanto, uma crença nas crianças aponta para uma esperança genuína, uma forma de “vingança” contra as durezas do mundo, buscando um futuro diferente sem “papinho”.

 

Você não vai me ver caído e sem saída, venço a minha briga
Mano, eu vim do MDL, eu sempre dei partida
Onde o menor já nasce com a neurose embutida
E sabe que a missão é mudar de vida

Mano, eu ando só, eu tenho a Glock, eu tenho a gang e a fé (tududu)
Mano, eu ando só, eu tenho a fé e a confiança em mim (a fé, a fé)
Mano, eu ando só, eu tenho Deus guiando o meu caminho (eu tenho Deus)
Mano, eu ando só, eu tô na pista mas não é de rolé

(Ah) Leitura de olhar, eu aprendi com o tempo, né
(Ah) Direto da selva, quem tem boca fala o que quiser
Como sempre, é normal tu me ver com cara de mal
Pega grana e dou tchau, eu (bye, bye)
Não me misturo, mano, eu não crio vínculo (não crio vínculo)

Eles só são amigos do sucesso (só, só)
Ninguém vai sentir sua dor (ninguém)
Ninguém vai te estender a mão (ninguém)
Sempre tem alguém onde for (sempre tem alguém onde)
Coração na sola do pé

Ninguém vai sentir sua dor (ninguém)
Ninguém vai te estender a mão (ninguém)
Sempre tem alguém onde for
Coração tá na sola do pé

Eu só acredito nas crianças (ahh)
Um sorriso como forma de vingança (ahh)
Não é papinho de querer fazer a mudança

Mano, eu tô cheio de ódio, memórias lá do pistão
Retorno do filho pródigo, ódio eterno de alemão (yeah, yeah, yeah)
Vários se pergunta se eu sou o mesmo de antes ou não (yeah, yeah, yeah)
Tu vê no meu olho se eu sou o mesmo de antes ou não

Mano, eu ando só, eu tenho a Glock, eu tenho a gang e a fé (tududu)
Mano, eu ando só, eu tenho a fé e a confiança em mim (a fé, a fé)
Mano, eu ando só, eu tenho Deus guiando o meu caminho (eu tenho Deus)
Mano, eu ando só, eu tô na pista mas não é de rolé

(Ah) Leitura de olhar, eu aprendi com o tempo, né
(Ah) Direto da selva, quem tem boca fala o que quiser
Como sempre, é normal tu me ver com cara de mal
Pega grana e dou tchau, eu (bye, bye)
Não me misturo, mano, eu não crio vínculo (não crio vínculo)

Eles só são amigos do sucesso (só, só)
Ninguém vai sentir sua dor (ninguém)
Ninguém vai te estender a mão (ninguém)
Sempre tem alguém onde for (sempre tem alguém onde)
Coração na sola do pé

Ninguém vai sentir sua dor
Ninguém vai te estender a mão
Sempre tem alguém onde for

A letra traz termos como **MDL**, que provavelmente designa uma área específica de origem, talvez uma comunidade ou favela, indicando um berço de desafios; **neurose embutida**, que descreve uma ansiedade ou paranoia inerente à vivência nesse tipo de ambiente; o som **tududu**, uma onomatopeia que simula tiros; a expressão **”tô na pista mas não é de rolé”**, onde “pista” significa estar na rua, no corre da vida, mas com seriedade, sem estar apenas “de rolé”, que é sair para passear ou se divertir sem compromisso; **selva**, usada metaforicamente para descrever o ambiente hostil e competitivo das ruas; **coração na sola do pé**, uma gíria que denota ser destemido, valente, ou ter um coração endurecido diante das adversidades; **pistão**, que pode se referir a um local específico de acontecimentos importantes ou de atividades ilícitas; e **alemão**, termo pejorativo usado para se referir a pessoas de fora da comunidade, inimigos ou policiais.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música