Descrição

A faixa mergulha fundo na mente de alguém que vive intensamente, navegando entre o brilho e a sombra de um estilo de vida perigoso. Entre noites sem sono e a busca por um propósito, o eu-lírico se confronta com seus próprios demônios, questionando o custo do dinheiro e o peso da ganância. Há uma dualidade constante: a frieza de um “robô” versus a vulnerabilidade de se sentir sozinho, a lealdade às raízes da favela contra a desconfiança de um mundo onde “eles querem que tu morra”. É um grito de sobrevivência, um aviso para os “menorzins” e uma reflexão sobre como as batalhas internas podem ser o maior inimigo, tudo embalado na atmosfera densa das madrugadas reais e o fumo que expande a “mente além”.

 

(Nagalli, he send me the magic)
(É o Toledo, né?)
(Tz da Coro, hahaha)

Mente além, acendendo outro baseado
Desvendo a vida de artista, em noites de pecado
Sem dormir, eu tô vários dias e ainda não sinto sono
Uma vampira sugou minha energia e agora eu não quero ver mais a (aah)
Luz do Sol, eu (aah)
Madrugadas reais, meu inimigo é só eu
Isso não é nada demais pra quem tem um sonho
Tu tem que entender sinais, nesse mundo estranho
Ilumina a rua, a Glock ou a Lua (quem?)
Vai chorar primeiro, a minha mãe ou a sua? (hein?)
Maldito dinheiro, que compra até postura
Maldito brinquedo na minha mão, que te fura
Destemido nego, é o que eles me intitulam
Piso nos falsos, fumando um gelo
Coração disparado, pensando
E o maior inimigo do pensador é o pensamento
Tudo isso me tornou mais frio, tipo um robô
Só peço pra Deus me ajudar, eu andar com as minha pernas
Tu não vai me ver trepidar, eu sou um filho da guerra
Se é papo de representar no vulgo, tu vai ver minha favela
Como que eu vou esquecer dela?
Agora que a vida é bela
Mente Além, acendendo outro baseado
Vivo essa vida bandida, são noites de pecado
Sem dormir, eu tô vários dias e ainda não sinto sono
Uma vampira sugou minha energia e agora eu não quero ver mais a
Luz do Sol, eu
Madrugadas reais, meu inimigo é só eu
Isso não é nada demais pra quem tem um sonho
Tu tem que entender sinais, nesse mundo estranho

Menorzin, levanta a cabeça, a vida é assim mesmo, então corra
É você por você, não se esqueça que no fundo eles quer que tu morra
Eu vi vários pular fogueira, por querer esperar algo de outra pessoa
Mesmo que a fé desapareça, não demostre sua fraqueza, isso pode te matar
Eu vi um monte de mente brilhante se frustrar
Por causa do ego, isso eu vi de perto
As porradas da vida me fizeram forte e eu confesso que
O dinheiro e a ganância, por um tempo te deixa cego
E o problema de quem tem o mundo na mão muito cedo
Não vai entender o que eu tô dizendo
Várias neuroses na mente, há dias que eu não consigo dormir por aqui
Maldito dinheiro, que bota vários na mancada
Essa porra ainda sobra pra mim
Maldito brinquedo que gosta de dar gargalhada
Em quem tenta entra no meu caminho
Com a mente além, acendo outro baseado
Ultimamente eu tô tão sozinho

Mente além, acendendo outro baseado
Vivo essa vida bandida, são noites de pecado
Sem dormir, eu tô vários dias e ainda não sinto sono
Uma vampira sugou minha energia e agora eu não quero ver mais a
Luz do Sol, eu
Madrugadas reais, meu inimigo é só eu
Isso não é nada demais pra quem tem um sonho
Tu tem que entender sinais, nesse mundo estranho
E agora eu não quero ver mais a luz do Sol, eu
Madrugadas reais, meu inimigo é só eu
Isso não é nada demais pra quem tem um sonho
Tu tem que entender sinais, nesse mundo estranho

A letra utiliza gírias e expressões que pintam um retrato vívido do universo do trap: “baseado” refere-se ao cigarro de maconha, enquanto “Glock” e “maldito brinquedo” são eufemismos para armas de fogo, simbolizando poder e perigo. “Nego” é um termo de tratamento, muitas vezes entre pessoas pretas, que aqui denota força e identidade (“destemido nego”). “Fumar um gelo” indica o consumo de uma maconha de alta qualidade ou específica. “Trepidar” significa hesitar ou demonstrar fraqueza, e ser um “filho da guerra” expressa a resiliência de alguém forjado pelas dificuldades da vida. A frase “papo de representar no vulgo” alude à importância de manter a autenticidade e a lealdade às ruas de origem. “Menorzin” é uma forma carinhosa ou informal de se referir a jovens. Por fim, “pular fogueira” significa cometer um erro grave ou se colocar em risco, e “mancada” descreve uma falha ou traição, ou uma situação complicada. A expressão “mente além” permeia a faixa, sugerindo um estado de profunda reflexão ou transcendência mental.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música