Descrição

A faixa mergulha fundo na ostentação e na vivência da rua, pintando um cenário onde a dominância e o poder são constantemente reafirmados. A letra transita entre o flerte ousado e a demonstração de força, com cenas de bailes de quebrada onde a presença de “peças” e a disputa pela atenção do “M” ditam o ritmo. Há um claro desdém por aqueles que julgam ou criticam, representados como ‘haters’ jovens e insignificantes, que “não são carta do baralho”. A narrativa exalta um estilo de vida de ‘cria’, marcado por vivências intensas e até perigosas, como ataques a carro-fortes, enquanto a autoconfiança é elevada ao nível de um “Coringa” no jogo, em contraste com um mero “Valete”. É um retrato vibrante e sem filtros do universo do trap, com muita atitude e provocação.

 

Ayy, Urassam que tomou cê, né?
Baile de quebrada, se ela vê a peça, geme
Disputa com as amiga’ quem que vai pegar o M
Meu pau na sua amiga se ela quer brincar no game
Ayy, Urassam que tomou cê, né?
Baile de quebrada, se ela vê a peça, geme
Disputa com as amiga’ quem que vai pegar o M
Meu pau na sua amiga se ela quer brincar no game

Massaru brotou com água de bandido
Cê que me julga, tá mais que falido
Essa mina gamou, quer sentar no amigo
Estilo de cria, vivência de bandi’
Essa notícia cê não vê na Band
Datena filmou os moleque assaltante
Traça carro-forte armado
Pela boca dos meus manos, o mais fraco te deixa em coma
Mina mete o louco, corre antes que eu te coma
Moleque bolado, a putaria na soma
Te deixo calado mais uma vez
Aquele hater safado só tem dezesseis
Mete o louco na Internet, fala bosta pra caralho
Que dó eu tenho dele, nem é carta do baralho
Deixa eles pensar que nós dorme no barulho, lek, huh
Eu sou coringa, não valete, tá?

Ayy, Urassam que tomou cê, né?
Baile de quebrada, se ela vê a peça, geme
Disputa com as amiga’ quem que vai pegar o M
Meu pau na sua amiga se ela quer brincar no game
Ayy, Urassam que tomou cê, né?
Baile de quebrada, se ela vê a peça, geme
Disputa com as amiga’ quem que vai pegar o M
Meu pau na sua amiga se ela quer brincar no game

A música é recheada de termos que imergem o ouvinte no cenário do trap e da periferia. ‘Urassam que tomou cê, né?’ pode sugerir uma afirmação de domínio ou que o interlocutor foi impactado. ‘Baile de quebrada’ descreve festas populares em comunidades, enquanto ‘peça’ é uma gíria para arma de fogo. A expressão ‘pegar o M’ no contexto pode significar a conquista do homem principal ou, no linguajar do trap, a obtenção de dinheiro. ‘Água de bandido’ refere-se a uma bebida alcoólica potente e muitas vezes informal. ‘Estilo de cria’ e ‘vivência de bandi” retratam a autenticidade e a experiência de quem cresceu na rua. ‘Traça carro-forte armado’ descreve um assalto ousado a um veículo de transporte de valores. ‘Mete o louco’ significa agir de forma impulsiva ou intimidante, e ‘putaria na soma’ indica que a sexualidade explícita faz parte do cenário. ‘Nem é carta do baralho’ desqualifica alguém como insignificante. ‘Dorme no barulho’ é ser pego desprevenido ou desatento. Por fim, ‘Coringa, não valete’ é uma metáfora para demonstrar superioridade e importância, comparando o eu-lírico a uma carta poderosa do baralho.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música