Descrição

A faixa mergulha na complexidade de um relacionamento on-off, onde uma das partes parece usar o eu-lírico como porto seguro em momentos de solidão. A narrativa detalha a frustração de ser a “isca” emocional, sempre à disposição, enquanto a outra pessoa tenta ostentar uma superação nas redes sociais, com fotos e tbt’s que mascaram a saudade. Apesar de um início de aceitação, o eu-lírico mostra uma virada de chave, prometendo não atender mais as chamadas de quem só o procura por conveniência. Ele afirma estar vivendo sua própria vida, em bailes e num “freestyle”, buscando um amor mais profundo e verdadeiro, que vá além de aparências e interesses superficiais. É uma canção sobre auto-respeito e o fim de um ciclo vicioso.

 

Ainda tô no mesmo lugar, tu sabe aonde me encontrar, ei
Quando tu enjoar de me fazer de besta, vai me ligar
Quando o frio aparecer, ê, ê, e não tiver o que fazer, ê, ê
Mas eu só tenho a agradecer por nada

Ainda é o mesmo celular, mesmo chip, mesmo andar, ei
Quando tu enjoar de me fazer de besta, vai me ligar
Quando o frio aparecer, ê, ê, e não tiver o que fazer, ê, ê
Não vou atender a sua chamada

Usa o Instagram como fanbase
Disse que não liga mais pras leis
Disse que já superou tudo
Que tá melhor que qualquer ex

Olha o bem que o tempo te fez
Pena que são fotos de outro rolê
Não dá pra voltar no tempo
Então ela prefere fazer um TBT

Tem coisa que a gente quer esquecer
Mas o álcool só te faz lembrar
A porta sempre teve aberta
Mas vi que você fez questão de trancar

E agora tu mete o louco
Mas eu vivo de baile em baile
Se acostuma a me ver online
Vivendo a vida num freestyle

Ainda tô no mesmo lugar, tu sabe aonde me encontrar, ei
Quando tu enjoar de me fazer de besta, vai me ligar
Quando o frio aparecer, ê, ê, e não tiver o que fazer, ê, ê
Mas eu só tenho a agradecer por nada

Ainda é o mesmo celular, mesmo chip, mesmo andar, ei
Quando tu enjoar de me fazer de besta, vai me ligar
Quando o frio aparecer, ê, ê, e não tiver o que fazer, ê, ê
Não vou atender a sua chamada

Até minha mãe dizia que isso ia dar problema, era melhor evitar
Tu fez questão de mostrar que ela sempre teve certa
Mas eu não quis escutar, nah
Teimosia do seu coração
Em querer me ter mesmo sabendo que não podia

Eu não sou igual a esses mano
Que você só ama quando quer usar
Eu preciso de mais do que manos
Procuro alguém que me faça viciar
Que me olhe e veja mais que um banco
Se alguma amiga vier perguntar sobre nós dois: Qual foi?
Eu vou dizer que eu

Ainda tô no mesmo lugar, tu sabe aonde me encontrar, ei
Quando tu enjoar de me fazer de besta, vai me ligar
Quando o frio aparecer, ê, ê, e não tiver o que fazer, ê, ê
Mas eu só tenho a agradecer por nada

(Ainda tô no mesmo lugar, tu sabe aonde me encontrar, ê, ê)

A letra traz algumas expressões que enriquecem o universo do trap. “Fanbase” se refere à base de fãs de alguém, geralmente nas redes sociais, indicando que a pessoa usa o Instagram para parecer popular. “Rolê” é uma gíria para um evento, festa ou passeio. Já “TBT” é a sigla para “Throwback Thursday”, uma prática comum nas redes sociais de postar fotos antigas às quintas-feiras, remetendo a nostalgia ou a uma tentativa de reviver momentos. “Meter o louco” significa agir de forma irresponsável, impulsiva ou fazer algo inesperado. O termo “baile” aqui remete a festas e eventos, enquanto “freestyle” sugere uma vida vivida de forma espontânea, sem amarras ou roteiros pré-definidos, inspirada na improvisação do rap.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música