A faixa mergulha de cabeça no universo do trap, mostrando um personagem que vive e respira a cultura. Ele se descreve como um viciado em música, sempre no estúdio, com uma dedicação quase obsessiva à sua arte. Há uma clara demarcação entre ele e os rivais, que são menosprezados e ameaçados, com a letra sugerindo que até os fãs dos oponentes os veem como piada. A narrativa transita entre a ostentação de poder, as conquistas sexuais explícitas e a violência direta, pintando um cenário onde a lealdade à “tropa” e a capacidade de eliminar inimigos são qualidades valorizadas. O protagonista se posiciona como um profissional no jogo, alguém que domina o flow e acumula riqueza, reafirmando sua superioridade sem remorsos e celebrando um estilo de vida sem filtros, onde sexo, dinheiro e ameaças andam de mãos dadas.
Puta, eu sou Music Junkie
Viciado em música
FDS é só sessão de estúdio
Filho da puta, eu só durmo segunda
Ele vai tentar com a minha tropa? Porra nenhuma
Durante a semana, as vadias trabalham
Enquanto eu gravo, ela faz garganta profunda
Pula na minha área, tu vai pular igual pipoca
Damn, até seus fãs ‘tão te fazendo de chacota
Foda-se, eu não ligo pro teu grupo idiota
Foda-se, eu não ligo pra tua crew de chupa bola
Posso fazer “skr” em motos e Bentley
Eu faço “skr” no carro, ela chupa
Descarrego a minha draco no snake
Ele é fraco, isso é um fato, ‘tá em labuta
Pro viciado é ração de cachorro
Eu vejo a mensagem dele, ignoro
Ela vomita, os meus flows são um nojo
Comi a vadia numa pose de Jojo
Quer amizade? Vai procurar ajuda
Nois quer’ te matar, seu filho da puta
Com um canivete meu mano perfurou
Ele matou muito, eu dei folgas pro shooter
Eu dei o pau, ela quer me amar now
Tenho um mano archive no interior de Manaus
Meu mano tem um chapéu que fura, Kung Lao
Os meus inimigo vai chorar no pau
Eu troco de flow e a vadia: “uau”
Ganhei dinheiro parado, eu me senti o Bilal
Eu sei como funciona, eu sou profissional
Ho-ho-ho-ha-ha-han
Puta, eu sou Music Junkie
Viciado em música
FDS é só sessão de estúdio
Filho da puta, eu só durmo segunda
Ele vai tentar com a minha tropa? Porra nenhuma
Durante a semana, as vadias trabalham
Enquanto eu gravo, ela faz garganta profunda
Pula na minha área, tu vai pular igual pipoca
Damn, até seus fãs ‘tão te fazendo de chacota
Foda-se, eu não ligo pro teu grupo
idiota
Foda-se, eu não ligo pra tua crew de chupa bola
Posso fazer “skr” em motos e Bentley
Eu faço “skr” no carro, ela chupa
Descarrego a minha draco no snake
Ele é fraco, isso é um fato, ‘tá em labuta
A letra é rica em gírias e termos específicos do trap. ‘Tropa’ refere-se ao grupo de aliados do protagonista; ‘garganta profunda’ é uma expressão para sexo oral. ‘Pular igual pipoca’ descreve ser alvejado intensamente e ‘crew de chupa bola’ aponta para um grupo de bajuladores. ‘Skr’ é uma onomatopeia de pneus ou uma interjeição de energia do trap. ‘Draco’ é um tipo de rifle, e ‘snake’ designa um inimigo traiçoeiro. ‘Ração de cachorro’ expressa desprezo por algo de baixo valor, e ‘flows são um nojo’ indica que as rimas são chocantemente boas. ‘Pose de Jojo’ é uma posição sexual inspirada no anime, e ‘dei folgas pro shooter’ sugere uma violência tamanha que o executor precisou de descanso. ‘Dei o pau’ é uma gíria vulgar para sexo. ‘Mano archive’ implica um amigo de confiança e estratégico. ‘Chapéu que fura, Kung Lao’ é uma referência perigosa ao personagem de Mortal Kombat, enquanto ‘chorar no pau’ significa ser humilhantemente derrotado. Por fim, ‘Bilal’ alude a um ganho financeiro rápido e significativo, possivelmente inspirada no jogador Bilal Coulibaly.