Descrição

A faixa mergulha na mente de alguém que navega por um universo de tentações e lealdade. Há uma luta interna entre o bem e o mal, com o eu lírico buscando um porto seguro nas memórias do passado e em valores espirituais, mesmo enquanto lida com uma suposta “loucura” sem diagnóstico. Entre flertes com excessos – bebidas e a sedução do sucesso – a letra revela uma jornada de superação. Do estúdio ao status de self-made, o protagonista celebra a conquista financeira, mas não esconde as cicatrizes de arrependimentos e vícios passados, superados com a arte. A narrativa questiona a autenticidade dos que o cercam, refletindo sobre quem realmente esteve ao seu lado nos momentos difíceis, culminando em uma busca por lealdade genuína em meio ao brilho do seu sucesso.

 

Não fechamos negócios com ratos
Por mais que eles sugeriram tratos comigo
Tive que fazer o meu com meu papo
Fugi pra não assinar com o diabo
No meu ouvido ele sussurra baixo
No outro ouvido tem um anjo conversando, calmo
Talvez eu precise lembrar o Salmo
Como era nos tempos que meu vô era vivo
Tô mais louco, sem nem ter um laudo

Mesmo assim tenho que seguir normal
Com essa bunda ela sempre me aplaude
Chama minha atenção batendo palma
Do casting ela quer ser a principal
Bebi essa Henny e não me senti mal
Saio do estúdio, preciso do bounce
Vezes e vezes mordido de sal
Babes e babes querendo my house
Dormi fundo, sei que mal sonhei
Lembrei da falha da memória
Taquei o foda-se e acendi o base
Fogo, foi fogo, foi fire
Gasolina, isqueiro e palha
Tanta grife é tanto designer
Sem estilista, eu que faço essa área
Eles sonham, eles tão achando que eu brinco
Uma hora foi tantos hunnids, mas foi tantos hunnids
Parece que eu fali o cassino
Mente pensando no money, pensando no money
Nem parece que falta pino
Antes que isso desande, antes de dar pane
Juro que eu vou ficar rico

Não fechamos negócios com ratos
Por mais que eles sugeriram tratos comigo
Tive que fazer o meu com meu papo
Fugi pra não assinar com o diabo
No meu ouvido ele sussurra baixo
No outro ouvido tem um anjo conversando, calmo
Talvez eu precise lembrar o Salmo
Como era nos tempos que meu vô era vivo
Tô mais louco, sem nem ter um laudo

Não me lembro o primeiro pecado que fiz
Só sei que fiz um bocado
Parecia que eu escrevia a vida com giz
Óbvio que ia dar errado
Me arrependo de alguns pecados que fiz
Me vi com vício no álcool
Venci voltando pros palcos
Não sou o mesmo cara fraco
Cês não vão dar pitaco comigo
Quantos sofreu comigo?
Quantos correu?
Não falou mal aos olhos de deus
Agora isso ficou mais díficil, será que sobra um?
Vamo ter que retomar do início
(Não fechamos negócios com ratos)

A letra é rica em termos que pintam um quadro vívido do universo retratado. “Ratos” designa indivíduos traiçoeiros ou invejosos, enquanto “papo” se refere à capacidade de persuasão ou à narrativa pessoal. A menção a “Henny” é uma alusão ao conhaque Hennessy, um símbolo de ostentação. O termo “bounce” pode indicar tanto uma energia contagiante quanto o ritmo da música, e ser “mordido de sal” expressa estar azarado ou alvo de inveja. Quando o eu lírico “taquei o foda-se e acendi o base”, ele descreve um ato de desapego extremo seguido do uso de crack ou base de cocaína, com “fire” reforçando a intensidade. “Hunnids” se refere a centenas de milhares, geralmente de dólares, ilustrando o sucesso financeiro. “Pino” é uma unidade de medida para venda de drogas, e a frase “nem parece que falta pino” sugere abundância ou que não falta nada. Expressões como “desandar” e “dar pane” denotam algo que vai mal ou que falha. Por fim, “giz” serve como metáfora para a fragilidade ou a impermanência das escolhas feitas no passado.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música