F* F* M*
Descrição
“F* F* M*”, de Filipe Ret, emerge como um potente manifesto de autoconfiança e celebração do sucesso. A faixa pulsa com a energia de uma figura invencível, nascida para enfrentar desafios e transformar obstáculos em meros detalhes. Com referências explícitas a um estilo de vida hedonista – marcado por noites perfeitas, prazeres carnais e o consumo de cannabis –, o artista exalta a lealdade à sua “gangue” e a satisfação em ver seus parceiros prosperarem. A letra tece uma narrativa de ascensão, fundamentada na crença em seu potencial ilimitado, um “pacto de sangue” com o divino e uma postura irreverente. É um grito de triunfo que desafia os invejosos e inspira um “levante” em busca de “melhoria”, projetando a imagem de um ser “mutante” em constante evolução.
Letra
Uh, uh, uh, uh
Uh, uh, uh, uh, uh
Uh, uh, uh, uh
Uh, uh, uh, uh, uh
Queira ou não queira
Nasci pronto pra treta
Quero a noite perfeita
Hoje eu sei que ela aceita
Aqui nóis incendeia
Invejoso me odeia
Fiz parecer brincadeira
Alemão, bota a cara pra morrer
Meu charuto é um verde na blunt
Chapadão, memória de elefante
Firme e forte jogando nas 11
Quem é ouro nunca vai ser bronze
Eu fui mais alto porque sonhei grande
Um falcão dropando de rasante
É o Ret, é o trap, é o funk
Vou surfar nessa bunda gigante
Gata, eu fui além
Tenho a fonte, por isso ela vem
Rebolando, jogando pro trem
Fumando skunk, nóis se garante
Cruzando a ponte, nego, eu tô bem
Minha joia, minha mente brilhante
Meu lucro me mantém confiante
Só um tiro, uma vida, uma chance
Tô com ela, olhando pro horizonte
Invicto, porque eu sou mutante
Comédia, nóis aqui tudo é antes
Tô vendo o olho da gata brilhando
Tô com o facão bordado no pisante
Ver meus manos prosperando de fato, nego
É minha forma de estourar champagne, yeah, yeah
Uh, uh, uh, uh
Ret calmo como uma bomba
Uh, uh, uh, uh
Por cima ela sempre me arranha
Uh, uh, uh, uh
Diaba, danada, demônia
Uh, uh, uh, uh
Fodendo, fumando maconha
Qual é, Filipe? Porra, tá maluco, irmão
Acompanha aí o bagulho, porra
Tá maluco, irmão
Fé na vida, fé pra toda a gangue
Vou morrer, vou matar pelo bonde
BK' falou, nóis é gigante
Com Deus meu pacto é de sangue
Com meu bling, bling no pulso brilhando
Com meu finin' de lata, elegante
Luminoso igual traçante
Temen derné, sãovi bandi
Militar não é militante
Nunca deixe que te mande
Tô limpo, escondi o flagrante
Pra colher, basta que plante
Tô na frente, cheguei antes
Multiplicando o montante
Eu tô pela melhoria
Nego, eu tô pelo levante
Uh, uh, uh, uh, uh
Uh, uh, uh, uh
Ret calmo como uma bomba
Uh, uh, uh, uh
Por cima ela sempre me arranha
Uh, uh, uh, uh
Diaba, danada, demônia (diaba)
(Uh, uh, uh, uh)
Fodendo, fumando maconha
Dana barrude raiz
Dana barrude raiz
Gírias
No vocabulário da faixa, "Alemão" é uma gíria empregada para designar a polícia ou um rival; "jogando nas 11" significa estar atuando com excelência e dando o melhor de si; "Temen derné, sãovi bandi" é uma frase em crioulo cabo-verdiano que celebra a união e a força do grupo, podendo ser traduzida como "Todos nós juntos, somos uma gangue"; "finin' de lata" refere-se a um cigarro de maconha fino, muitas vezes associado ao modo como é preparado ou à sua embalagem; e "comédia" é um termo pejorativo usado para descrever alguém tolo, sem credibilidade ou que tenta ser algo que não é.