Lenda
Descrição
Em "Lenda", Filipe Ret entrega um manifesto de ascensão e autenticidade, celebrando a jornada de um indivíduo que se tornou uma figura de destaque, vindo de baixo para o topo. A faixa explora a dualidade de uma mente estratégica e fria aliada a um espírito "pé quente" para o sucesso, ressaltando a importância de manter a essência e a filosofia pessoal. Com uma atitude de confiança e ostentação, a música pinta um quadro de vitórias materiais e reconhecimento social, fruto de muito esforço e visão de mundo única. O artista reafirma seu status lendário no bairro e na cena, defendendo a ideia de que o valor de um indivíduo é medido por suas conquistas, ao mesmo tempo que critica a falsidade e os fracos que tentam surfar em sua onda. É um hino à resiliência e ao poder da autoafirmação.
Letra
Eu sou pé quente mais minha mente é fria (fria)
Na pior criei a melhorei (foi)
Eu vim de baixo, ela quer vir por cima
Mantenho a fé na minha filosofia
RET andando reto até nas esquina, yeah (cria)
Isso é visão de cria, dinheiro e putaria
Ela um avião, eu de ponto trinta (ponto trinta)
Eu sou real, ela é minha fantasia
'To de Rider ou Versace
Eu virei uma lenda no meu bairro (no meu bairro)
Nunca vendi minha essência (nunca)
Mesmo a mais de cem ela mama no carro
Extrai o doce da vida amarga
Fico mais calmo, queimando a braba (queimando a braba)
Vivendo a margem, cria do Centro
De pele clara, imprevisível, um cisne negro
Asa gaivota, dois lugares, 2023
MacLaren, all black com detalhe em fibra, aro 21
A dez mil pés na Linha amarela sentido Zona Sul
Vrum, vrum, vrum
Eu sou pé quente mais minha mente é fria (fria)
Na pior criei a melhorei (foi)
Eu vim de baixo, ela quer vir por cima
Mantenho a fé na minha filosofia
RET andando reto até nas esquina, yeah (cria)
Isso é visão de cria, dinheiro e putaria
Ela um avião, eu de ponto trinta (ponto trinta)
Eu sou real, ela é minha fantasia
Não adianta irmão, o homem é medido por aquilo que ele faz
Por aquilo que ele conquista, 'tá ligado?
E ninguém leva essa merda a sério, porra (Ret)
Dois tiro pro alto e um gole pro santo
Razão em primeiro lugar eu lidero meu bando
Não me atravessa, no meu caminho eu mando
Bucha, se pedir perdão de novo eu te explano, te espanco
Estourei esse cofre, meu destino me chama
Gosto de bater forte, por isso ela me ama
Meus mano com malote, poucos superam o drama
Da Sul a Zona Norte é sempre a merma trama (sempre)
Nós cria a onda, Zé povinho surfa
Só os fraco sente culpa
Puta virou o rabão, muda quando ouve o som
Ódio é o que eu sinto quando vacilão pede desculpa
Enfrentei minha dor, não 'to encima do muro
Hoje sou investidor, me chamavam de duro
É que nós não para mete em sequência
Originalidade rara, referência
Gírias
"Visão de cria" refere-se à inteligência e perspicácia adquiridas nas ruas por quem cresceu em comunidades; "ponto trinta" é uma alusão a um calibre de arma de fogo, simbolizando poder ou perigo; "queimando a braba" significa fumar maconha de boa qualidade; "cisne negro" é uma metáfora para algo ou alguém imprevisível e de grande impacto; e "Zé povinho" é uma expressão depreciativa para pessoas comuns, fúteis ou invejosas, que surfam na onda criada por outros.